Como novo passo na incorporação de sistemas aéreos não tripulados embarcados, a Marinha dos Países Baixos vai equipar os seus navios com drones de reconhecimento V-BAT da empresa norte-americana IA Shield, depois de confirmar a aquisição de 12 unidades e de concluir com sucesso os primeiros testes operacionais a partir de uma das suas principais plataformas anfíbias.
Testes operacionais a bordo do HNLMS Johan de Witt
A primeira avaliação do sistema em condições reais decorreu no navio anfíbio HNLMS Johan de Witt, onde o V-BAT evidenciou capacidade para operar em ambientes marítimos exigentes e complexos. Durante os ensaios, o drone recorreu a sensores de radar e a câmaras para aumentar de forma significativa a consciência situacional da unidade, assegurando uma vigilância persistente da área de operações.
O HNLMS Johan de Witt e a classe Rotterdam (LPD)
O HNLMS Johan de Witt, o segundo navio de assalto anfíbio do tipo LPD da classe Rotterdam, é uma das plataformas mais versáteis da frota neerlandesa. Com um deslocamento de 15.500 toneladas a plena carga, consegue transportar até 170 veículos ou 33 tanques, além de acolher 555 militares com equipamento completo. O convés de voo permite operar até seis NH90 ou quatro helicópteros Boeing CH-47 Chinook, reforçando o seu papel como nó central em operações anfíbias e expedicionárias.
Capacidades do drone V-BAT da IA Shield
Quanto ao V-BAT, trata-se de um drone de descolagem e aterragem vertical, com autonomia até dez horas e um raio de acção operacional de 130 quilómetros. Integra um conjunto de sensores que inclui câmaras electro-ópticas EO/MWIR e sistemas de visão nocturna, permitindo cumprir missões de vigilância, reconhecimento e recolha de informações com desempenho comparável ao de sistemas mais complexos, como os da família MQ-1 Predator, embora a um custo substancialmente inferior.
Modernização da Marinha neerlandesa e integração de capacidades
A entrada ao serviço destes doze sistemas representa um avanço importante no esforço de modernização da Marinha neerlandesa, que procura reforçar a integração de capacidades tripuladas e não tripuladas a bordo dos seus navios. Com esta medida, pretende-se melhorar a detecção precoce, a vigilância marítima e a flexibilidade operacional em cenários cada vez mais exigentes, nos quais a superioridade de informação se assume como um factor decisivo.
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