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CIAC S. A. apresenta o novo drone VIGÍA na Expodefensa

Soldado a controlar drone com tablet no alto de uma colina, com mapa e colinas ao fundo.

VIGÍA: novo drone modular e portátil da CIAC S. A. apresentado na Expodefensa

No âmbito da Expodefensa, foi divulgado que a Corporación de la Industria Aeronáutica Colombiana, CIAC S. A., concebeu e produziu um novo drone denominado VIGÍA. O equipamento integra sensores diurnos, nocturnos e térmicos, além de uma função de auto tracking para seguimento automático de alvos.

O VIGÍA também disponibiliza transmissão de vídeo em tempo real através de um sistema satelital e inclui um telémetro, permitindo medir distâncias no decorrer de operações militares. Trata-se de uma plataforma modular e de transporte fácil, desenhada para responder às necessidades de inteligência e vigilância das FF.MM. da Colômbia e, igualmente, de eventuais clientes estrangeiros, tanto militares como civis.

Em termos de desempenho, o seu alcance operacional pode ir até 20 quilómetros ou 70 minutos, com um peso máximo à descolagem de aproximadamente 5 kg e um tecto máximo de voo de 2000 metros.

Declarações do GSED sobre o VIGÍA e o DRAGOM

Durante o evento, a Vice-Ministra de Veteranos e do Grupo Social e Empresarial de la Defensa – GSED, Ana Catalina Cano Londoño, indicou: “Em menos de 10 meses conseguimos desenvolver o DRAGOM, o nosso drone estratégico; e agora o VIGÍA, um drone de vigilância e reconhecimento que responderá às necessidades das nossas forças (…) Em termos comparativos com os outros produtos que se encontram no mercado, o VIGÍA tem maior eficiência, superioridade tecnológica e melhor preço”.

Recorde-se que o DRAGOM tinha sido apresentado em setembro passado, conforme noticiado pela Zona Militar, tratando-se de um drone de vigilância e ataque que foi possível observar em ensaios, onde integrava outra novidade do sistema.

DRAGOM, granada aérea GADCI e cápsula SLAGA da Indumil

A novidade em causa é a granada aérea GADCI e a respectiva cápsula de desdobramento SLAGA, desenvolvidas pela Indumil. Este avanço procura estandardizar o ataque por queda livre a partir de drones.

O conceito assenta num módulo contentor e libertador de munições, passível de ser adaptado a vários tipos de drones. No interior segue uma munição especializada, pensada para atingir alvos como pessoal e veículos não blindados no terreno.

Nas provas e nas fotografias apresentadas do DRAGOM, foi possível ver que este conjunto foi testado com êxito e que, devido à sua versatilidade, poderá ser integrado no novo VIGÍA, tendo em conta a necessidade das Forças de disporem de um drone de ataque.

Ataques com drones em 2025 e a preocupação das autoridades

Ao longo do ano de 2025 e até 18 de dezembro, foram contabilizados 393 atentados com drones atribuídos a terroristas, resultando na morte de 58 militares e polícias. A dimensão deste número tornou-se tão alarmante que o Presidente Gustavo Petro, numa cerimónia de promoção de generais, afirmou que “A vantagem que tinha o Exército da Colômbia e, em geral, as Forças Militares, que era aérea, agora ficou ao contrário. A vantagem aérea está com o narcotráfico, que pode comprar isso (os drones) em dinheiro e aos milhares”.

O funcionamento do sistema já foi testado, embora não tenha sido apresentado de forma aberta ao público. Mantém-se a expectativa de que estes avanços sejam adquiridos pelas FFMM e por entidades públicas civis, evitando que fiquem apenas como um desenvolvimento sem apoio, como aconteceu com o Quimbaya e o Coelum.

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