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FLY.PT: o projeto português de carro voador modular

Carro desportivo elétrico branco com detalhes verdes exposto num salão moderno e minimalista.

A julgar pelo que muitos filmes de ficção científica nos faziam imaginar em criança ou na juventude, em 2024 já deveríamos olhar para o céu e ver carros voadores a cruzá-lo. Não foi isso que aconteceu, mas a ideia continua bem viva: há vários projetos em desenvolvimento para a tornar concreta, com avanços contínuos.

Entre as iniciativas em curso, encontram-se propostas ligadas a grandes fabricantes automóveis, como a Hyundai, ou a projetos vindos da China, como os da XPeng. Em Portugal, também se trabalha num cenário em que o «carro voador» deixa de ser apenas teoria - e o projeto FLY.PT é um dos exemplos.

O FLY.PT nasce de um consórcio que junta empresas e centros de investigação, com um investimento de oito milhões de euros, e tem como meta contribuir para “revolucionar o transporte aéreo nacional.”

Conquistar a terra e o ar

No essencial, o FLY.PT assenta no desenvolvimento de “um sistema de transporte aéreo pessoal” elétrico e autónomo, que se diferencia por combinar duas capacidades: além de voar, consegue também deslocar-se na estrada como um automóvel tradicional.

Esta dupla aptidão é possível porque o conceito é modular, reunindo mobilidade aérea/vertical e mobilidade terrestre/horizontal no mesmo ecossistema.

Arquitectura modular do veículo FLY.PT

O sistema é formado por três módulos. No centro está um habitáculo com capacidade para até duas pessoas, concebido para ser acoplado a um de dois módulos distintos.

Um desses módulos é o componente de voo, com configuração semelhante à de uma aeronave não tripulada (drone) autónoma, oferecendo 30 minutos de autonomia. O outro é um chassis em formato de plataforma, onde se integra a unidade de propulsão elétrica para circulação em estrada.

Em qualquer uma das configurações - habitáculo ligado ao módulo aéreo ou ao módulo terrestre - o veículo do projeto FLY.PT mantém-se sempre elétrico e totalmente autónomo.

A equipa do consórcio trabalhou e validou “elementos de propulsão, armazenamento de energia, autonomia, acoplamento e integração, design industrial e conceitos de utilização”. Para lá deste trabalho, houve igualmente ensaios conduzidos pelo ISQ, que colaborou no desenvolvimento do protótipo, submetendo-o a testes mecânicos e balísticos.

Veremos o FLY.PT chegar ao mundo real?

Os chamados carros voadores poderão vir a tornar-se uma realidade em mega-cidades num horizonte relativamente próximo. É possível que não se imponham como viaturas particulares, mas o conceito abre espaço a diversas oportunidades em áreas de negócio, desde o transporte de passageiros ao envio de pequenas mercadorias.

Aplicações e visão do projeto

Essa ambição está refletida no FLY.PT, que “visa desenvolver produtos e serviços de uma forma integrada e com uma visão única global”, suportada pela combinação do habitáculo com veículos autónomos - tanto aéreos como terrestres.

Agora, resta acompanhar os próximos passos e desenvolvimentos do projeto.

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