Balanço do ataque e operações de resgate
Pelo menos 18 pessoas morreram e três continuavam desaparecidas na sequência de um ataque de um drone ucraniano contra um dormitório e uma escola profissional numa zona do leste da Ucrânia sob controlo da Rússia, segundo um balanço atualizado divulgado pelas autoridades russas.
"Um total de 60 pessoas foram afetadas, incluindo 18 que morreram no desabamento do dormitório da escola profissional da Universidade Pedagógica de Lugansk", indicaram hoje os serviços russos de resgate, referindo-se ao ataque ocorrido na madrugada de quinta para sexta-feira.
As equipas de socorro mantinham as buscas em Starobilsk - cidade com cerca de 16 mil habitantes na região de Lugansk, no leste ucraniano, cuja anexação é reivindicada por Moscovo - onde três pessoas permaneciam soterradas sob os escombros de um edifício ligado ao ensino.
Imagens partilhadas pelos serviços russos de resgate mostram socorristas a retirar detritos e a escavar, manualmente e com pás, os destroços de um edifício de vários andares totalmente destruído.
Em vídeos publicados no Telegram da universidade, veem-se estruturas de camas e colchões no meio do entulho, além de um segundo edifício contíguo também arrasado, cuja fachada tem a inscrição "Escola Técnica Profissional de Starobelsk" (o nome da cidade em russo).
Ataque de drone ucraniano: versões de Kiev e Moscovo
Kiev rejeitou ter atacado alvos civis e afirmou ter atingido uma unidade de drones russos estacionada na região, que fica a 65 quilómetros da linha da frente.
Na sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, classificou o ataque como um "ato terrorista", sustentando que "não foi acidental" e prometendo uma resposta militar.
Vítimas identificadas e presença de jovens no dormitório
De acordo com uma lista hoje tornada pública pelas autoridades, os mortos e desaparecidos nasceram entre 2003 e 2008 e são, em grande parte, mulheres jovens. Entre os feridos, os mais novos nasceram em 2010.
"A região e todo o país partilham o destino destas pessoas e a dor das suas famílias", lia-se na lista.
No dia anterior, as autoridades russas já tinham confirmado que 86 jovens, com idades entre os 14 e os 18 anos, se encontravam num dormitório de vários andares que ruiu após o ataque.
Condenação da ONU, escalada de drones e impasse diplomático
As Nações Unidas condenaram na sexta-feira "qualquer ataque contra civis e infraestruturas civis, onde quer que ocorra", sublinhando que não conseguiam aceder à área sob controlo de Moscovo para confirmar os detalhes.
Os ataques com drones de ambos os lados da fronteira intensificaram-se de forma marcada desde o ano passado, com Kiev e Moscovo a lançarem centenas destas aeronaves todas as noites.
Entretanto, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter intercetado 407 drones ucranianos entre sexta-feira e o dia de hoje.
Do lado ucraniano, as forças armadas anunciaram ter intercetado 102 dos 124 drones lançados durante a noite por Moscovo contra o seu território.
Os esforços diplomáticos, com mediação dos Estados Unidos, para pôr termo ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia permanecem bloqueados desde o início da guerra no Médio Oriente.
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