Donald Trump reúne-se esta quarta-feira com Xi Jinping com o objetivo de dar maior estabilidade às relações diplomáticas, num contexto marcado por fricções comerciais e tecnológicas.
Visita de dois dias à China e chegada a Pequim
Só agora Trump concretiza a visita de dois dias à China, agendada para amanhã, depois de o ataque ao Irão ter empurrado o encontro com o seu homólogo, Xi Jinping, para a lista de prioridades da presidência.
O presidente norte-americano deverá aterrar em Pequim ainda na noite desta quarta-feira, embora o primeiro de dois encontros bilaterais esteja previsto para quinta-feira. De acordo com a Casa Branca, a cerimónia oficial, durante a manhã, inclui uma passagem pelo Templo do Céu e um banquete de Estado. Trata-se da primeira deslocação de um presidente dos Estados Unidos à China desde 2017.
Trégua comercial e objectivos negociadores de EUA e China
Por trás das formalidades e das cortesias protocolares, nota-se uma intenção aparentemente partilhada de relançar o relacionamento entre as duas superpotências, depois da guerra comercial do ano passado. As tarifas de retaliação impostas pelos EUA a bens chineses chegaram aos 145%. Em outubro, os dois líderes acordaram uma trégua com a duração de um ano.
A eventual extensão desse entendimento surge como ponto comum nas duas agendas políticas. Do lado americano, a prioridade passa por garantir acesso a minerais raros chineses e obter novos compromissos de compra de produtos dos EUA; já Pequim procura aliviar as restrições impostas por Washington à tecnologia chinesa e evitar uma nova escalada tarifária.
Divergências
O ataque ao Irão é um tema particularmente delicado. Washington pretende que Pequim use a aliança com Teerão para contribuir para a estabilização da região e assegurar a segurança de Ormuz. Ainda assim, especialistas sublinham que a China não cederá a pressões para adoptar medidas contra o Irão ou a Rússia. Aliás, analistas encaram o conflito como um elemento que fragiliza a posição negocial dos EUA. Porém, o principal foco de tensão continua a ser Taiwan. É expectável que Pequim pressione Trump a moderar o apoio à ilha, incluindo na venda de armamento - um ponto em relação ao qual reforçou ontem a sua oposição.
Inteligência artificial e semicondutores na cimeira
A inteligência artificial e os semicondutores também ocupam um lugar central na cimeira. Trump viaja acompanhado por uma ampla comitiva empresarial, que inclui a Tesla e a Meta. Segundo a Reuters, executivos de vários sectores deverão reunir-se com autoridades chinesas para tentar entrar no mercado, aliviar restrições regulatórias e desbloquear investimentos.
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