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Fuga de dados revela até 48 Su-35S para a Força Aérea do Irão entre 2026 e 2028

Caça militar estacionado numa pista de aeroporto com piloto e equipamentos ao lado.

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Fuga de informação e plano de produção russo

Na sequência de recentes fugas de dados ligadas ao complexo industrial aeroespacial da Rússia - atribuídas ao colectivo de hackers Espelho Negro - vieram a público pormenores sobre um possível plano de produção de aeronaves de combate destinado a clientes externos. Embora a lista que circulou nas redes sociais pareça corresponder a anos anteriores, o seu conteúdo é compatível com informações recolhidas ao longo dos últimos meses. Para além da fabricação de aeronaves Su-34 e Su-57 para a Argélia, os documentos apontam também para a produção de caças Sukhoi Su-35S destinados à Força Aérea do Irão.

Compra iraniana dos Su-35S e reforço provisório com MiG-29

Tal como já tinha sido noticiado, a República Islâmica do Irão concluiu a compra de um número não divulgado de caças Sukhoi Su-35S - uma das versões mais modernas e avançadas da família Flanker - com o objectivo de substituir a sua envelhecida frota de F-14 Tomcat.

Esta aquisição tem sido reiteradamente confirmada por responsáveis militares e por figuras parlamentares iranianas, como ficou patente em declarações recentes de Abolfazl Zohrevand, membro da Comissão de Segurança Nacional da Assembleia Consultiva Islâmica, o principal órgão legislativo do país.

De acordo com o deputado, o Irão aguarda actualmente a chegada das primeiras unidades Su-35S provenientes da Rússia. Zohrevand confirmou igualmente que Moscovo transferiu um determinado número de caças MiG-29 que estavam a ser retirados do serviço nas Forças Aeroespaciais Russas (VKS), no quadro dos esforços para restaurar as capacidades aéreas iranianas após ataques israelitas durante a Operação Leão em Ascensão. Apesar de esta operação se ter centrado sobretudo nas instalações nucleares do país, também causou danos significativos nas capacidades das Forças Armadas do Irão.

Calendário 2026–2028 e equipamentos previstos para os Su-35S

Neste contexto, e no âmbito do relançamento das relações entre Teerão e Moscovo - reforçadas pelo apoio do Irão à guerra da Rússia na Ucrânia através do fornecimento de vários tipos de drones e munições de permanência, algumas das quais serviram de base a desenvolvimentos russos, como os VANT Geran-2 - espera-se que a indústria de defesa russa avance com a entrega das aeronaves referidas.

Ainda assim, apesar dos alegados contratos e das declarações de responsáveis, nem a Rússia nem o Irão divulgaram detalhes concretos sobre os acordos relativos aos Su-35S, existindo apenas estimativas quanto ao número de aparelhos a fornecer.

A fuga de informação recente permite vislumbrar uma parte dos planos russos para abastecer um dos seus principais aliados no Médio Oriente, indicando que poderão ser produzidos até 48 caças Su-35S para a Força Aérea do Irão. A lista divulgada refere igualmente os sistemas de guerra electrónica previstos para equipar as aeronaves, em particular o conjunto Khibiny-M.

Outro pormenor relevante - em linha com declarações recentes de fontes iranianas - é que o período de execução do contrato, ou a sua eventual data de início, situar-se-ia entre 2026 e 2028, intervalo durante o qual poderiam ocorrer as primeiras entregas.

Este dado ganha mais peso pelo facto de já estar confirmada a entrega de treinadores a jacto avançados Yak-130 à Força Aérea do Irão. Estas aeronaves constituem um passo essencial para a operação dos mais avançados Su-35S e, em simultâneo, são capazes de desempenhar missões de ataque ligeiro. Em paralelo, a transferência acima referida de MiG-29 a partir das VKS funcionaria como uma medida temporária até à chegada dos primeiros Flanker, ajudando o Irão a repor parte do inventário de aeronaves perdido em ataques da Força Aérea de Israel.

Reforço da defesa aérea: S-400 e HQ-9

Por fim, para lá do acordo dos Su-35S, importa referir que o Irão estará também a negociar com a Rússia a aquisição de sistemas de defesa aérea de longo alcance S-400, ao mesmo tempo que mantém contactos com a China para a compra de sistemas de mísseis terra-ar HQ-9. Estes esforços, tal como o programa de aquisição de caças, pretendem reconstruir as capacidades militares do país, que se degradaram severamente nos últimos meses.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.

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