Ataques aéreos do exército israelita no sul do Líbano após ordem de retirada
O exército israelita desencadeou uma vaga de ataques aéreos no sul do Líbano, depois de ter ordenado a retirada de civis em nove localidades da região, numa ofensiva que terá causado pelo menos quatro mortos, de acordo com autoridades libanesas.
Apesar de estar em vigor um cessar-fogo desde 17 de abril, a agência oficial libanesa ANI informou que aviões de guerra israelitas "lançaram um ataque à cidade de Zrariyeh após um aviso antecipado". A mesma fonte acrescentou que outras zonas incluídas na ordem de evacuação emitida por Israel também foram alvo de bombardeamentos.
A ANI referiu ainda ataques aéreos israelitas e fogo de artilharia noutras áreas do sul do país que não constavam do apelo israelita à retirada. Por seu lado, a agência libanesa NNA reportou quatro mortos, citando fontes locais.
"Mais de 85 ataques" e alegados alvos do Hezbollah
As forças israelitas confirmaram ter efetuado mais de 85 ataques durante a noite, dirigidos contra aquilo que descreveram como "infraestruturas" do movimento xiita pró-iraniano Hezbollah. "Entre as infraestruturas atacadas estavam depósitos de armas, lançadores e edifícios para uso militar a partir dos quais terroristas do Hezbollah operavam para promover conspirações terroristas contra as forças militares e o Estado de Israel", declarou o exército israelita.
Balanço desde 2 de março e evolução do conflito
Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde na sexta-feira, os ataques israelitas no Líbano desde o início da guerra, em 2 de março, causaram 2750 mortos e forçaram a deslocação de mais de um milhão de pessoas.
O Líbano acabou por ser arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah voltou a atacar Israel, dois dias depois de ter começado a ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.
Nesse mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após meses em que tentaram desarmar as suas milícias. No entanto, estas recusam entregar o seu equipamento militar enquanto o país considerar que está sob ameaça de Israel.
Em resposta, as forças israelitas iniciaram uma operação militar de grande escala no Líbano, com bombardeamentos intensivos alegadamente dirigidos a alvos do Hezbollah, ao mesmo tempo que expandiam as posições terrestres que já ocupavam anteriormente no sul do país.
Apesar do cessar-fogo negociado entre Beirute e Telavive, em vigor desde 17 de abril, a violência continua em território libanês.
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