Apelo de Leão XIV no Dia de Oração
O Papa Leão XIV pediu, este domingo, que os fiéis rezem pela unidade da Igreja Católica na China, atualmente fraturada entre uma Igreja oficial, sob controlo de Pequim, e uma Igreja clandestina que se manteve fiel a Roma.
Após a oração Regina Coeli - que no tempo pascal substitui o Angelus - o pontífice fez o convite aos católicos, assinalando o Dia de Oração pela Igreja na China.
"Unamos as nossas orações às dos católicos chineses, em sinal do nosso afeto por eles e da sua comunhão com a Igreja universal e com o sucessor de Pedro. Que a intercessão da Rainha do Céu obtenha para a comunidade de crentes na China a graça da unidade", disse o Papa.
A Igreja Católica na China e o acordo sobre bispos
Pequim e o Vaticano celebraram um acordo confidencial histórico relacionado com a nomeação de bispos católicos na China. O entendimento foi firmado em 2018 e a última renovação ocorreu por quatro anos, em outubro de 2024.
Na China vivem cerca de 12 milhões de católicos, separados desde a década de 1950 entre uma Igreja oficial e uma Igreja clandestina. O acordo, cujo teor não foi tornado público, procura aproximar os católicos chineses, atribuindo ao Papa a decisão final quanto à nomeação dos bispos.
Apesar desse objetivo, a aplicação do acordo tem encontrado obstáculos nos últimos anos, com algumas nomeações realizadas sem a autorização do Papa.
Pentecostes: pedido de unidade e referência a vítimas na China
A partir da janela do palácio apostólico, perante os fiéis reunidos na Praça de São Pedro no Domingo de Pentecostes, Leão XIV voltou a pedir a "graça da unidade" para os crentes na China, bem como a força necessária para testemunharem o Evangelho como "semente de esperança e de paz".
"Em particular, invoco a paz eterna para as vítimas do acidente ocorrido nos últimos dias numa mina no norte da China", acrescentou Leão XIV.
O acidente deu-se quando uma explosão de gás deixou mais de duzentos trabalhadores presos na mina, havendo, até ao momento, 82 mortos confirmados e 128 feridos.
Durante a intervenção, o Papa entregou ainda à Virgem "as comunidades cristãs da Terra Santa, do Líbano e de todo o Médio Oriente, que sofrem devido à guerra".
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