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Força Aérea dos EUA conclui desdobramento do 336th Expeditionary Fighter Squadron com F-15E Strike Eagle em Kadena e Diego Garcia

Caça militar estacionado numa pista com piloto a caminhar para a frente e técnicos a trabalhar junto a equipamento.

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Desdobramento do 336th EFS entre Kadena e Diego Garcia

A Força Aérea dos EUA anunciou que o 336th Expeditionary Fighter Squadron (336th EFS) concluiu um desdobramento de seis meses com 12 caças-bombardeiros F-15E Strike Eagle na Base Aérea de Kadena, no Japão. Dentro desse ciclo, a unidade levou a cabo uma operação avançada de três meses na Naval Support Facility Diego Garcia, no Oceano Índico, descrita como a primeira presença sustentada de caças norte-americanos na ilha.

De acordo com a nota oficial, enquanto manteve a sua actividade em Kadena, o 336th EFS projectou um destacamento para criar e operar o Destacamento 336, passo que a Força Aérea apontou como determinante para aprofundar a aplicação do conceito Agile Combat Employment (ACE) no Indo-Pacífico.

A rotação teve início a 13 de Maio, quando 160 aviadores, oriundos das bases aéreas de Kadena, Yokota e Andersen, foram movimentados para Diego Garcia após um pedido urgente de reforços por parte do comando “U.S. Indo-Pacific”. A finalidade atribuída ao destacamento passou por projectar e sustentar poder aéreo de combate a partir de um dos pontos mais remotos e relevantes do planeta.

“Isso não foi apenas um TDY (Atividade de Serviço Temporário)”, afirmou o capitão Jimmy Boulton, piloto do 336th EFS. “Esta foi uma destacação operacional ACE planejada para uma missão real em rápido desenvolvimento. E não estávamos apenas voando, estávamos construindo uma equipe conjunta focada no nosso propósito”.

Operação ACE no Indo-Pacífico: prontidão, manutenção e alerta

Ao longo da operação, o Destacamento 336 manteve estado de alerta 24/7, montou um sistema móvel de travagem para aeronaves e conduziu surtidas diárias, preservando taxas elevadas de disponibilidade apesar das limitações logísticas inerentes a operar longe das cadeias de abastecimento habituais.

“Nossa equipe teve que desenvolver soluções para cumprir os requisitos de manutenção em um local sem infraestrutura padrão para caças”, explicou o sargento-mor Jeremy McCoy. “Adaptamo-nos rapidamente para manter as aeronaves e o pessoal prontos”.

Paralelamente, o destacamento assumiu a condução táctica de forças conjuntas de defesa e trabalhou com a Sétima Frota da Marinha, com o Marine Forces Pacific e com os centros de operações aéreas 609th e 613th. Em conjunto, foram executados exercícios de defesa aérea, segurança de base e reacções de alerta.

“Colaboramos em tempo real com nossos parceiros da Marinha e dos Marines para desenvolver soluções conjuntas”, afirmou a capitã Brianna Kretkowski, oficial de inteligência do 336th EFS. “Cada missão reforçou nosso ritmo operacional e nossa prontidão como força unificada”.

Vida e infra-estruturas em Diego Garcia: “Thundercove”

O quotidiano na ilha obrigou a uma adaptação imediata. Com o apoio do 36th Mission Support Group, Destacamento 1, os aviadores ergueram e aperfeiçoaram a sua zona de alojamento, baptizada “Thundercove”, assegurando electricidade, saneamento, áreas de bem-estar, além de centros para operações e manutenção.

“Cada ajuste e melhoria teve como objetivo gerar continuidade”, indicou o sargento técnico Cid Bartolome. “Tratou-se de tornar o local viável não apenas para esta missão, mas também para futuras operações”.

No final de Julho, o destacamento tinha atingido e ultrapassado as metas previstas, demonstrando que uma força de caças consegue operar e manter-se a partir de bases não tradicionais sob condições logísticas complexas. “Nosso trabalho já está influenciando táticas e procedimentos em todo o teatro operacional”, destacou o capitão Boulton.

O comandante do 336th EFS, tenente-coronel Mitchell Fossum, sublinhou a dimensão do desafio: “Na prática, o ACE exigiu definir novas organizações, criar processos e assumir riscos para a missão. A defesa conjunta de Diego Garcia foi uma responsabilidade importante e um privilégio”.

Armamento observado, regresso a Kadena e incidente de aterragem

Durante o desdobramento, imagens divulgadas mostraram vários F-15E na ilha com configurações ar-ar, incluindo AIM-9X Sidewinder e AIM-120 AMRAAM, para lá de depósitos externos e dos pods Sniper e LANTIRN. As fotografias foram captadas a 1.º de Junho em Diego Garcia e a 4 de Agosto, já no regresso a Kadena.

Nesse mesmo dia, um F-15E do 336th EFS efectuou uma aterragem de emergência depois de ter sido detectada a falta de uma roda do trem principal. O avião aterrou sem incidentes. A 18th Wing de Kadena indicou que a roda foi recuperada na pista de Diego Garcia.

O período desta rotação ocorreu dois meses depois de bombardeiros B-2 terem operado a partir da ilha para realizar ataques contra os houthis no Iémen e coincidiu com tensões regionais associadas ao Irão.

Com a saída final dos F-15E de Kadena, encerrou-se uma operação que a Força Aérea classificou como um modelo para futuras missões flexíveis baseadas na dispersão e na projecção rápida de poder aéreo no Indo-Pacífico.

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