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Toyota prepara o regresso de dois ícones com filosofias distintas

Dois carros Toyota Supra desportivos, um branco e outro vermelho, expostos em showroom moderno.

A Toyota está a preparar um reforço significativo da sua família de desportivos, assente em duas leituras diferentes de uma ideia semelhante. Por um lado, o GR Supra - cuja geração atual deverá terminar a produção no próximo ano - vai dar lugar a uma nova geração. Por outro, o Celica regressa após muitos anos fora de cena, agora rebatizado como GR Celica.

Apesar de partilharem parte da herança e poderem vir a utilizar vários componentes mecânicos em comum, a marca pretende garantir que cada modelo tenha uma personalidade própria, evitando qualquer sobreposição direta.

De acordo com a imprensa japonesa, o novo GR Supra deverá ser lançado em 2027, enquanto o GR Celica só deverá ser apresentado em 2028. Até essas datas, a Toyota estará a trabalhar para maximizar a diferenciação entre ambos - não apenas no estilo, mas sobretudo nas escolhas técnicas que definem o carácter de cada um.

Toyota GR: GR Supra versus GR Celica

Se as informações avançadas se confirmarem, o GR Supra continuará fiel à receita clássica: motor dianteiro e tração traseira. No entanto, segundo a Best Car, passará a contar também com um sistema híbrido, com a potência total a aproximar-se dos 500 cv.

Já o GR Celica deverá apostar numa abordagem mais extrema. A proposta aponta para arquitetura de motor central e tração integral - o que, a acontecer, fará dele o primeiro Celica de sempre com esta configuração -, dispensando eletrificação e fixando a potência em torno dos 400 cv. Ainda assim, a Toyota não divulgou, até ao momento, quaisquer dados técnicos oficiais.

Principais diferenças (a confirmar)

Elemento GR Supra GR Celica
Ano previsto 2027 2028
Posição do motor Motor dianteiro Motor central
Tração Tração traseira Tração integral
Eletrificação Sistema híbrido Sem eletrificação
Potência estimada ~500 cv ~400 cv

Apesar destas divergências, os dois modelos deverão recorrer a uma nova unidade 2.0 Turbo de quatro cilindros, atualmente em desenvolvimento. Também deverá ser comum a possibilidade de optar por uma caixa manual de seis velocidades ou uma automática de oito relações, numa solução semelhante à já disponível nos atuais GR Yaris e GR Corolla.

Além da mecânica, é provável que a diferenciação passe por afinações de chassis, resposta do acelerador e distribuição de massas, elementos que influenciam de forma decisiva a forma como cada carro se sente em estrada e em condução mais exigente.

Por outro lado, esta estratégia de “dois modelos, duas personalidades” encaixa na lógica de expansão da linha GR: alargar a oferta sem canibalizar produtos. Para isso, a Toyota terá de tornar evidente a distância entre um desportivo mais tradicional e outro de perfil mais radical, mesmo que partilhem componentes-chave.

E preços?

No capítulo dos preços, ainda não existem valores confirmados pela marca. Ainda assim, as estimativas para o Japão apontam para o GR Supra entre oito e dez milhões de ienes (cerca de 47 a 57 mil euros). Já o GR Celica deverá situar-se entre sete e oito milhões de ienes (aproximadamente 40 a 47 mil euros).

Também não há qualquer data assegurada para a chegada à Europa. E, considerando que o Celica poderá surgir sem ajudas eletrificadas, fica a dúvida sobre a capacidade de cumprir as metas de emissões da UE. Quanto ao GR 86, que não é comercializado em Portugal, deverá continuar a assumir o papel de modelo de entrada no universo GR.

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