A segunda geração do Volkswagen T-Roc perfila-se como um dos lançamentos mais determinantes da marca alemã nos próximos anos. Além de alinhar a imagem com a linguagem estética mais recente da Volkswagen, este SUV estreia, pela primeira vez, uma motorização híbrida completa - isto é, dispensa carregamento na tomada.
Com este salto geracional, o T-Roc assume ainda mais peso por uma razão muito relevante para o nosso mercado: continuará a ser o Volkswagen mais “português”, mantendo a produção nas instalações da Autoeuropa, em Palmela.
Embora a chegada aos concessionários esteja apontada apenas para novembro deste ano, o novo Volkswagen T-Roc já pode ser encomendado, com preços a partir de 33 592 euros.
Volkswagen T-Roc: cresceu em todas as dimensões
O novo Volkswagen T-Roc aumentou de tamanho em praticamente todas as medidas. Em termos de dimensões, passa a ter mais 122 mm de comprimento (4,373 m), mais 9 mm de largura (1,828 m) e mais altura, fixando-se agora em 1,562 m. A distância entre eixos também cresceu 28 mm, para 2,631 m.
Este acréscimo traduz-se num ganho claro em habitabilidade: há mais espaço para os passageiros na segunda fila e a bagageira sobe para 465 litros, ou seja, mais 20 litros do que anteriormente.
Por fora, a evolução não se resume ao porte. O SUV assume um aspeto mais maduro e coerente com os modelos mais recentes da Volkswagen, com novos faróis dianteiros e traseiros. Estes passam a estar ligados por uma faixa luminosa e, pela primeira vez, também por um emblema Volkswagen iluminado.
Mais tecnologia e ambiente a bordo mais cuidado no Volkswagen T-Roc
No interior, a Volkswagen aponta para um habitáculo mais bem construído e com maior preocupação ambiental. O tabliê passa a ser revestido com tecido acolchoado, integra iluminação ambiente e recorre a até 40 kg de plásticos reciclados no interior.
Tal como noutros modelos da marca, o seletor da transmissão muda de posição e passa para trás do volante. A bordo, o T-Roc pode combinar até três ecrãs: painel de instrumentos digital de 25,4 cm, ecrã central de 26,4 cm (sem navegação) ou 32,8 cm (com navegação) e, em opção, um sistema de projeção de informação no para-brisas.
Apesar de existirem menos botões físicos, surge um novo comando multifunções na consola central, pensado para alternar rapidamente entre funções como o volume, os modos de condução e a ambiente/iluminação do habitáculo.
Numa utilização diária, esta combinação de interfaces pretende reduzir distrações e facilitar a operação das funções principais, sobretudo em contexto urbano, onde a interação com o automóvel tende a ser mais frequente.
Primeiro híbrido completo da Volkswagen no T-Roc
Uma das mudanças mais marcantes nesta geração é a chegada inédita de uma motorização híbrida completa. Embora só esteja prevista para 2026, já é conhecido o ponto de partida: o motor a gasolina 1.5 TSI, associado a um motor elétrico, em dois níveis de potência - 136 cv e 170 cv - ambos com 306 Nm.
Até essa versão chegar, a gama do novo Volkswagen T-Roc ficará centrada em duas alternativas de híbrido ligeiro de 48 V, já vistas noutros modelos da marca. Mantém-se o mesmo motor a gasolina, mas aqui combinado com um sistema elétrico menos potente, em versões de 116 cv ou 150 cv, e com uma bateria de menor capacidade.
Nesta segunda geração, o modelo diz adeus ao motor 1.0 TSI e à caixa manual, que antes serviam de porta de entrada na gama - dois elementos que, à partida, poderiam justificar um aumento mais expressivo do valor base, mas não é isso que se verifica.
Quanto custa?
Como referido, o novo Volkswagen T-Roc já pode ser encomendado em Portugal a partir de 33 592 euros. Face à geração anterior (32 343 euros), o aumento é de 1249 euros.
A Volkswagen indica que a oferta ficará organizada por diferentes níveis de equipamento, mantendo como referência este novo preço de entrada para a gama nacional.
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