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Novo Ford Focus poderá regressar com nova estratégia e motores de combustão

Carro Ford New Focus azul estacionado em interior moderno com janelas grandes e vista urbana desfocada.

Falta aproximadamente dois meses para que a linha de montagem da geração atual do Ford Focus chegue ao fim em definitivo - pelo menos, esse era o calendário inicialmente definido. Ainda assim, de acordo com a Autocar, estão a ser preparados cenários para garantir que o Ford Focus se mantém no portefólio da marca.

A continuidade, porém, não deverá passar por repetir a fórmula do compacto familiar que conhecemos. Tudo aponta para que a próxima geração do Ford Focus adote uma carroçaria de SUV, posicionando-se num patamar acima do atual Ford Puma - precisamente o espaço onde hoje se encontra o Kuga. Quanto às motorizações, a estratégia deverá assentar sobretudo em versões a gasolina híbridas e híbridas de carregamento externo, sem excluir variantes 100% elétricas.

Que base técnica poderá sustentar o próximo Ford Focus? (plataforma C2)

Aqui, os indícios sugerem uma solução “caseira”. Parte dos elementos mecânicos - incluindo a plataforma C2 - deverá ser aproveitada do atual Ford Kuga, que é produzido em Valência, Espanha.

É, aliás, nessa mesma unidade industrial que este novo modelo deverá ser fabricado. A fábrica espanhola tem capacidade anual próxima das 300 mil unidades, um trunfo relevante para assegurar escala e rapidez de resposta ao mercado.

Combinando a capacidade produtiva de Valência com o recurso a componentes já existentes e com a possibilidade de oferecer várias soluções de propulsão, este novo Ford Focus poderá tornar-se um dos pilares centrais da ofensiva da marca norte-americana no mercado europeu.

Estilo, preço e concorrência no mercado europeu

No capítulo do design, é expectável que surjam referências aos códigos estéticos do Ford Explorer 100% elétrico, embora reinterpretados para um formato mais compacto e com proporções típicas de SUV.

Em paralelo, a Ford pretende lançar este novo Focus com um preço de entrada mais acessível do que o Explorer, cujo posicionamento elevado tem limitado a sua penetração no mercado. No que toca a adversários diretos, o alvo deverá incluir propostas como o Volkswagen T-Roc, o Hyundai Kauai e o Renault Symbioz.

O que poderá mudar na utilização diária

Ao migrar para uma silhueta de SUV, o Ford Focus tem margem para ganhar em altura ao solo e em facilidade de acesso ao habitáculo, aspetos frequentemente valorizados por famílias e por quem faz utilizações mistas cidade/estrada. Este tipo de configuração também costuma permitir uma bagageira mais prática e uma posição de condução mais elevada, fatores que podem reforçar a competitividade do modelo no segmento.

Por outro lado, a coexistência de opções híbridas, híbridas de carregamento externo e 100% elétricas abre espaço para a Ford ajustar a oferta às diferentes realidades do mercado europeu, conciliando custos de aquisição, consumos e exigências ambientais, sem abandonar o objetivo de volume que sempre caracterizou o nome Focus.

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