Esta semana na ciência: moléculas misteriosas em Marte que são difíceis de justificar sem vida; um composto que reduz o colesterol sob a forma de comprimido oral diário; um procedimento experimental para apneia do sono com 93% de sucesso; e muito mais.
Antes de tirar conclusões, vale lembrar que muitos destes resultados ainda estão em fase inicial: alguns vêm de modelos animais, outros de ensaios clínicos curtos ou de modelos teóricos. Mesmo assim, todos apontam para mudanças interessantes - seja na forma como entendemos o cérebro, o Sistema Solar, ou novas abordagens terapêuticas.
Também é útil acompanhar os próximos passos: replicação por equipas independentes, estudos com amostras maiores e, no caso de medicamentos, a confirmação de eficácia e segurança ao longo do tempo. É aí que descobertas promissoras se transformam em conhecimento sólido.
Perda de memória na doença de Alzheimer associada a falhas no “modo de repetição” do cérebro
Um novo estudo em ratinhos indica que a doença de Alzheimer perturba o “modo de repetição” do cérebro - um mecanismo importante para estabilizar e consolidar memórias - contribuindo assim para a perda de memória.
Segundo o neurocientista Caswell Barry, o mais marcante é que estes episódios de “replay” continuam a acontecer, mas deixam de seguir o padrão habitual. Ou seja, o cérebro não desiste de tentar consolidar recordações; o problema é que o próprio processo fica desorganizado e passa a funcionar de forma incorreta.
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Orgânicos em Marte são difíceis de explicar sem vida, conclui um estudo liderado pela NASA
Uma análise liderada pela NASA sobre moléculas orgânicas detetadas em Marte concluiu que, por agora, ainda não é possível explicá-las de forma convincente recorrendo apenas a processos conhecidos que não envolvam biologia.
A equipa avaliou diferentes vias não biológicas que poderiam ter depositado ou formado estes compostos: transporte por poeiras interplanetárias, meteoritos, queda de partículas de neblina atmosférica, química hidrotermal e reações como a serpentinização.
Mesmo somando todos estes mecanismos, os cálculos não chegaram perto da abundância original inferida para as moléculas identificadas.
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Colesterol remanescente reduzido em mais de 60% num novo ensaio com o fármaco TLC-2716
Um composto designado TLC-2716 demonstrou capacidade para diminuir o colesterol remanescente no sangue em até 61% num ensaio clínico curto.
De acordo com os investigadores, todas as doses testadas de TLC-2716 foram consideradas seguras e bem toleradas pelos participantes.
A equipa relata ainda que o medicamento gerou “melhorias substanciais no metabolismo lipídico plasmático” e sublinha uma potencial vantagem prática: por ser tomado por via oral, pode traduzir-se em maior conveniência para o doente, custos mais baixos e a possibilidade de associação com outras terapêuticas de redução de lípidos.
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Cientistas identificam a proteína DMTF1 que reverte o envelhecimento cerebral em laboratório
Em testes laboratoriais, aumentar no cérebro uma proteína chamada DMTF1 foi associado à reversão de sinais de envelhecimento cerebral, através do aumento do número de células estaminais neurais.
Os investigadores observaram que a DMTF1 surge em maior quantidade em cérebros mais jovens e em melhores condições. Quando adicionaram mais desta proteína, as células estaminais neurais foram incentivadas a crescer e a dividir-se - um passo que pode ajudar a recuperar a produção natural de neurónios típica de um cérebro mais jovem.
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Algo ainda mais sombrio do que um buraco negro pode estar escondido no centro da Via Láctea
Um novo modelo sugere que, em vez de um buraco negro supermassivo, o centro da Via Láctea poderá conter uma grande concentração (“blob”) de matéria escura fermiônica.
O astrofísico Carlos Argüelles, do Instituto de Astrofísica La Plata (Argentina), explica que a proposta não se limita a trocar o buraco negro por um objeto escuro: a ideia é que o objeto central supermassivo e o halo de matéria escura da galáxia sejam duas expressões do mesmo material contínuo.
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Apneia do sono: procedimento experimental com eletrodo implantável atinge 93% de sucesso
Um novo tratamento experimental para apneia do sono, baseado num pequeno eletrodo implantável, apresentou uma taxa de sucesso de 93% em ensaios em humanos.
O otorrinolaringologista Simon Carney, da Flinders University, descreve-o como um procedimento de cerca de 90 minutos, realizado com orientação por ecografia e com desconforto mínimo.
O especialista destaca ainda um ponto relevante: foi possível abrir as vias aéreas em doentes que anteriormente eram considerados inadequados para estimulação do nervo hipoglosso (cirurgia).
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