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A Força Aérea dos EUA pode já ter perdido mais de uma dúzia de drones MQ-9 Reaper em operações contra o Irão.

Drone militar aterrado e outro a voar sobre um deserto com laptop e documentos no chão.

No âmbito das operações militares que os Estados Unidos têm vindo a conduzir contra o Irão, vários relatos indicam que a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) poderá ter perdido mais de uma dezena de drones MQ-9 Reaper em diferentes missões de combate no Médio Oriente.

Segundo a ABC News, citando responsáveis norte-americanos, estas aeronaves não tripuladas MQ-9 Reaper poderão ter sido abatidas por sistemas de defesa antiaérea iranianos ou destruídas no solo na sequência de ataques. Em paralelo, outras fontes apontam para perdas adicionais registadas nos últimos dias, o que elevaria o total de drones destruídos no contexto da Operação Epic Fury.

Até ao momento, não existe um balanço oficial nem informação complementar divulgada pelo Departamento da Defesa dos Estados Unidos. Ainda assim, a dimensão das baixas sugere, por um lado, a intensidade das operações em curso e, por outro, o volume de meios que Washington tem colocado no teatro de operações.

MQ-9 Reaper no Irão: um activo central nas missões da USAF

O MQ-9 Reaper consolidou-se como uma das principais plataformas da USAF para vigilância, reconhecimento e ataques de precisão, tendo sido amplamente empregue em cenários de conflito assimétrico ao longo das últimas décadas. No caso específico das operações contra o Irão, estes sistemas assumem um papel determinante na recolha de informações, na aquisição de alvos e na realização de ataques contra objectivos estratégicos, actuando em ambientes cada vez mais disputados e perante defesas antiaéreas mais sofisticadas.

A crescente contestação do espaço aéreo implica, além do risco de abate, maior pressão sobre os perfis de missão: altitudes de operação, rotas, tempos de permanência e dependência de ligações de dados tornam-se factores críticos quando o adversário dispõe de capacidades integradas de detecção e intercepção.

Para lá das perdas: custo, disponibilidade e substituição

Um dos pontos mais sublinhados por observadores prende-se com o custo do MQ-9 Reaper. De acordo com dados do fabricante General Atomics, cada unidade tem um valor aproximado de 16 milhões de dólares, o que significa que as perdas reportadas representam um impacto relevante, tanto do ponto de vista económico como operacional.

Apesar disso, há quem defenda que o número de drones disponibilizados pelos Estados Unidos na região poderá ser suficientemente elevado para manter o ritmo das operações, mesmo absorvendo perdas significativas. Ainda assim, importa notar que a linha de produção do MQ-9 Reaper foi recentemente encerrada depois de fabricadas mais de 570 unidades, o que torna a reposição destas aeronaves não tripuladas tudo menos imediata.

Acresce que a substituição não depende apenas da plataforma: sensores, cargas úteis, estações de controlo, disponibilidade de equipas, peças e ciclos de manutenção podem tornar-se gargalos reais quando o consumo de material se acelera, sobretudo em operações prolongadas e com elevada cadência.

Um quadro mais amplo de incidentes e desgaste de meios

Estas perdas inserem-se num panorama mais vasto, marcado pela projecção de um número significativo de activos militares - maioritariamente por parte dos Estados Unidos - com o objectivo de pressionar o Irão e os seus aliados. Ainda assim, uma sucessão de incidentes tem alimentado o debate sobre a continuidade e a duração das operações.

Entre os episódios mais relevantes, destacou-se a informação sobre o USS Gerald R. Ford (CVN-78) e a sua retirada do teatro de operações para manutenção, na sequência de um incêndio com origem nas instalações de lavandaria.

Registaram-se também outros acontecimentos, como a destruição de radares associados aos sistemas antibalísticos THAAD destacados pelo Exército dos EUA na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, bem como a queda de três caças-bombardeiros USAF F-15E Strike Eagle num aparente incidente de fogo amigo que, apesar de versões indicarem que terão sido abatidos por um F/A-18 do Kuwait, continua por esclarecer em definitivo.

Fotografia utilizada apenas para fins ilustrativos.

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