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O presidente do Peru anunciou a escolha do F-16 Block 70 como o futuro caça multifunções da Força Aérea do Peru.

Piloto de caça e oficial civil apertam as mãos numa pista junto a avião militar e mesa com bandeira.

Numa entrevista recente, o presidente do Peru, José María Balcázar, afirmou de forma peremptória que foi escolhido e que avançará a compra dos caças F-16 Block 70 aos Estados Unidos. As declarações, feitas no programa Hablemos Claro, são apresentadas como o desfecho de um processo longo de selecção destinado a permitir a substituição dos actuais Mirage 2000 e MiG-29 da Força Aérea Peruana.

A decisão era aguardada para meados do ano passado, mas acabou por se arrastar durante vários meses. Antes destas palavras do chefe de Estado, três opções permaneciam na chamada lista curta da FAP: o F-16 Block 70 da Lockheed Martin, o Gripen E/F da Saab e o Rafale da Dassault.

Questionado sobre a relação com a República Popular da China, Balcázar defendeu que o Peru deve manter as melhores relações possíveis com o “Gigante Asiático”, sem deixar de cultivar a ligação com os Estados Unidos, parceiro histórico no plano regional - enquadramento em que, segundo o próprio, se insere a opção pelos novos Viper.

Sem adiantar pormenores adicionais, o presidente indicou ainda que a administração anterior terá assinado acordos com o governo norte-americano e que a orientação será mantida, por se tratar de uma decisão de natureza institucional.

F-16 Block 70 para a Força Aérea Peruana: composição do pacote FMS

Do ponto de vista oficial, o que é conhecido publicamente remete para a autorização concedida pelo Departamento de Estado em Setembro de 2025. A venda, realizada através do Programa de Vendas Militares ao Estrangeiro (FMS), inclui doze (12) caças F-16 Block 70, distribuídos por dez (10) F-16C monoposto e dois (2) F-16D biposto.

A operação, estimada em 3,42 mil milhões de dólares norte-americanos (US$ 3.420 milhões), abrange igualmente serviços e apoio logístico associados. Além disso, contempla o fornecimento de armamento, com destaque para mísseis ar-ar de longo alcance AIM-120C-8 - a versão mais avançada disponível para clientes de exportação - complementados por doze (12) mísseis ar-ar de curto alcance AIM-9X Block II Sidewinder, bem como canhões M61A1 e lançadores LAU-129 para armamento guiado.

O que implica a escolha do F-16 Block 70: transição, formação e disponibilidade

Independentemente do calendário final, a introdução de uma nova frota implica uma fase de transição operacional: formação de pilotos e técnicos, criação de infra-estruturas de manutenção, integração de armamento e adaptação de doutrinas de emprego. No caso de aeronaves biposto como o F-16D, o papel na conversão operacional e na instrução tende a ser determinante para acelerar a entrada em serviço e reduzir riscos durante a mudança de plataforma.

Outro ponto relevante prende-se com a prontidão e a sustentabilidade a médio prazo. Pacotes FMS costumam incluir componentes de suporte e serviços que visam estabilizar a cadeia logística e assegurar níveis de disponibilidade, algo particularmente sensível quando se planeia substituir, em paralelo, frotas distintas como Mirage 2000 e MiG-29.

Actualização

Poucas horas após as declarações do presidente do Peru, a presidência divulgou um novo comunicado. O texto sublinha que o processo de avaliação e de escolha continua formalmente em aberto, mas, ao mesmo tempo, não contraria em momento algum as afirmações de Balcázar quanto à direcção em que se encaminha a conclusão do processo para a aquisição de 24 caças multirol.

De seguida, partilhamos a comunicação oficial da presidência:

Notícia em desenvolvimento.

Fotografias utilizadas apenas a título ilustrativo.

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