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Com navios e um P-3C Orión, a Marinha concluiu nova operação Mare Nostrum IX no Mar Argentino.

Avião militar a voar baixo sobre um navio de patrulha no mar ao pôr do sol.

A Armada Argentina concluiu a operação Mare Nostrum IX, um dispositivo de vigilância no Atlântico Sul que envolveu o destacamento de navios-patrulha, corvetas e um avião P-3C Orion para acompanhar frotas pesqueiras estrangeiras junto ao limite da Zona Económica Exclusiva Argentina (ZEEA). A missão decorreu sob controlo e coordenação do Comando Conjunto Marítimo, organismo dependente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e prolongou-se por 14 dias de actividade operacional intensiva.

Operação Mare Nostrum IX da Armada Argentina: meios navais e aéreos empenhados

Após terminar a sua fase de participação, o patrulheiro oceânico ARA Contraalmirante Cordero entrou em Comodoro Rivadavia para efectuar uma escala operacional. Durante o período de operações, a unidade actuou em articulação com a corveta ARA *Espora* e com aeronaves P-3C Orion da Esquadrilha Aeronaval de Exploração, sediada na Base Aeronaval Almirante Zar, em Trelew.

O dispositivo incluiu também a presença de um helicóptero AS-555 Fennec embarcado no destróier ARA La Argentina, ampliando a capacidade de observação, reconhecimento e reacção em áreas afastadas da costa.

Equipas especializadas e capacidades de abordagem

A operação contou com militares com preparação específica, incluindo elementos da Agrupação de Mergulhadores Tácticos (APBT), que integraram equipas de Observação, Registo e Captura (ORC), além de efectivos provenientes de diferentes organizações. Estes destacamentos permitem elevar o nível de prontidão para inspecções no mar e para actuações coordenadas sempre que se justifique confirmar a situação de embarcações próximas da ZEEA.

Registos no mar e actualização de bases de dados

Ao longo das tarefas de patrulha, as unidades empenhadas realizaram registos fotográficos e a recolha de dados de identificação de navios de pesca e de embarcações de apoio logístico. Entre os alvos monitorizados estiveram navios frigoríficos (reefer) e navios-tanque, cuja presença é relevante para caracterizar a autonomia e o padrão de permanência das frotas nas imediações da ZEEA.

A informação obtida é utilizada para actualizar as bases de dados do Comando Conjunto Marítimo e para melhorar o seguimento das frotas que operam nas proximidades do limite da zona económica exclusiva, reforçando a qualidade da análise operacional e a continuidade do acompanhamento no tempo.

Enquadramento estratégico no Atlântico Sul

A operação Mare Nostrum IX integra-se numa sequência de destacamentos recentes da Armada Argentina destinados a reforçar a vigilância e o controlo do espaço marítimo. O objectivo passa por sustentar a presença do Estado no Atlântico Sul e por monitorizar de forma sistemática a actividade de frotas estrangeiras numa área de elevado interesse estratégico.

Para além do patrulhamento de superfície e da vigilância aérea, este tipo de missão beneficia da integração de múltiplas fontes de informação - como dados de identificação e padrões de navegação - permitindo construir um quadro marítimo mais completo e apoiar decisões sobre prioridades de acompanhamento e posicionamento de meios.

Num contexto em que a actividade pesqueira e o apoio logístico associado podem intensificar-se sazonalmente, operações deste género contribuem para a dissuasão, para a recolha de evidência operacional e para a melhoria contínua dos processos de controlo marítimo nas proximidades da ZEEA.

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