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Arranque do Seminário Internacional de Planeamento Civil‑Militar Interinstitucional (CMIPS) 2026 em Bogotá

Grupo de militares e uma mulher em reunião, analisando mapa e dados numa sala com janelas e vista para a cidade.

Em Bogotá, na Colômbia, foi oficialmente inaugurado o Seminário Internacional sobre Planeamento Civil‑Militar Interinstitucional (CMIPS) 2026. A iniciativa, promovida pelo Comando Geral das Forças Militares da Colômbia em coordenação com a Embaixada do Canadá, juntou oficiais e dirigentes de organizações civis provenientes de 16 países: Argentina, Barbados, Trindade e Tobago, Brasil, Chile, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Jamaica, México, Paraguai, Peru e Uruguai. Para esta edição, a componente formativa contou ainda com 28 instrutores especializados do Canadá.

CMIPS 2026: cooperação civil‑militar e planeamento interinstitucional com foco em riscos emergentes

O seminário foi concebido como um espaço académico e estratégico destinado a elevar a coordenação entre forças armadas, entidades governamentais e organizações internacionais. Ao longo do programa, realizam-se fóruns e diálogos de carácter estratégico, ao mesmo tempo que são partilhadas metodologias de planeamento e abordagens de coordenação interinstitucional.

A agenda desta edição centra-se na transformação dos riscos globais e na integração tecnológica, com atenção particular a: - Resposta a desastres e alterações climáticas; - Cibersegurança e novas tecnologias; - Defesa dos direitos humanos e protecção da população; - Estabilidade regional e desarticulação de redes de narcotráfico e de tráfico de pessoas.

Cerimónia de abertura na Escola Superior de Guerra General Rafael Reyes Prieto

A sessão inaugural teve lugar na Escola Superior de Guerra General Rafael Reyes Prieto e foi presidida pelo Major‑General Fabio Leonardo Caro Cancelado, Director da Escola, em representação do Comandante Geral das Forças Militares. A cerimónia contou igualmente com a presença de Charleen Coulbeck, tenente‑coronel e adida de defesa adjunta do Canadá.

Na intervenção do Director, sublinhou-se que este encontro constitui uma oportunidade relevante para partilhar lições aprendidas, reforçar doutrinas comuns, consolidar procedimentos normalizados e, sobretudo, aprofundar a cooperação, uma vez que, em cenários de crise, essa articulação se traduz em vidas salvas e comunidades protegidas.

Evolução do CMIPS e papel da Colômbia como unidade anfitriã

O CMIPS foi criado para robustecer estratégias de colaboração na região e consolidou-se como um modelo de integração de capacidades para a América Latina e o Caribe. Esta iniciativa de cooperação nasceu sob a liderança do Governo do Canadá, em articulação com outros países, e foi-se transformando ao longo do tempo: de um taller técnico inicial passou a um fórum estratégico de alto nível.

Na Colômbia, a Escola de Missões Internacionais e Acção Integral (ESMAI) assumiu a função de unidade anfitriã. Fá-lo não apenas ao acolher o evento, mas também ao actuar como entidade formadora em várias áreas através do Centro de Missões Internacionais (CEMAI), afirmando-se simultaneamente como anfitriã estratégica e como pólo gerador de conhecimento.

Impacto regional: assistência humanitária e resposta a desastres

Com actividades deste género, as Forças Militares da Colômbia reforçam o seu compromisso regional ao apoiar a assistência humanitária e a resposta a situações de desastre, assumindo um papel determinante no planeamento e na execução de operações associadas a este tipo de ocorrência.

Para além da vertente operacional, encontros como o CMIPS 2026 ajudam a criar uma linguagem comum entre actores civis e militares, facilitando a coordenação de recursos, a definição de prioridades no terreno e a articulação de comunicações em contextos de emergência.

Num cenário em que fenómenos extremos e ameaças híbridas se tornam mais frequentes, a consolidação de procedimentos partilhados e de redes de confiança entre países e instituições torna-se um factor decisivo para acelerar decisões, reduzir vulnerabilidades e melhorar a protecção das populações.

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