O Nürburgring continua a ser o teste supremo à resistência - e, no caso dos elétricos, o desafio é ainda mais exigente: fazer 2 a 3 voltas ao traçado de 20,832 km a fundo faz a bateria escoar a uma velocidade impressionante, mais depressa do que dizer sem falhar “Nürburgring-Nordschleife”.
Para quem não quer ficar parado horas até poder regressar ao asfalto do famoso “inferno verde”, a Hyundai apresentou uma solução direta: instalou, em pontos estratégicos junto à entrada do circuito, dois novos carregadores ultrarrápidos designados N Hyper Chargers.
N Hyper Chargers no Nürburgring: 400 kW em corrente contínua (DC)
Com 400 kW de potência em corrente contínua (DC), estes postos foram pensados para reduzir drasticamente os tempos de carregamento, beneficiando não só os IONIQ 5 N e IONIQ 6 N, como também veículos elétricos de outras marcas que suportem potências elevadas de carregamento.
Os N Hyper Chargers arrancaram em fase-piloto no dia 14 de março e permitem carregar quatro veículos em simultâneo, aumentando a capacidade de rotação nos períodos de maior afluência.
Incentivos para modelos Hyundai N a partir de abril
A partir de abril, os proprietários de modelos Hyundai N passam a ter um atrativo adicional: carregamentos gratuitos através da aplicação da marca - uma vantagem que, ainda assim, fica condicionada ao facto de essa aplicação não estar disponível em Portugal.
“Inferno Verde” com menos esperas: foco na performance elétrica
JooN Park, Vice-Presidente do N Management Group da Hyundai Motor Company, sublinhou a ambição por detrás desta aposta, afirmando que este passo deverá permitir que mais entusiastas enfrentem cada curva do “Inferno Verde”, aproveitando ao máximo a performance elétrica.
O que isto muda para quem vai ao circuito
Na prática, a existência de carregamento ultrarrápido à entrada do Nürburgring pode ter um impacto real na forma como se planeiam sessões em pista: menos tempo parado entre voltas e maior previsibilidade para organizar turnos de condução, sobretudo em dias de muito movimento.
Também é um sinal claro de que, além do desempenho, a infraestrutura começa a acompanhar as necessidades dos elétricos em contexto mais exigente - onde fatores como gestão térmica e consistência de carga são tão importantes quanto a potência disponível no carregador.
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