A primeira semana de março começou, como já tinha sido apontado no final da semana anterior, com uma subida nos preços dos combustíveis, destacando-se sobretudo o gasóleo simples (fonte: Mais Gasolina).
No dia 2 de março (segunda-feira), o gasóleo simples registou um aumento de 2,9 cêntimos por litro, levando o preço médio para 1,628 €/l. Já a gasolina simples também encareceu, com uma subida de 1,6 cêntimos por litro, passando a rondar 1,70 €/l.
| Combustível | Variação | Preço médio após a subida |
|---|---|---|
| Gasóleo simples | +2,9 cêntimos/l | 1,628 €/l |
| Gasolina simples | +1,6 cêntimos/l | 1,70 €/l |
Evolução desde o início do ano e pressão do petróleo
Desde janeiro, o gasóleo simples acumula já uma valorização de 10,5 cêntimos por litro, enquanto a gasolina simples soma uma subida de 5,5 cêntimos por litro. Trata-se de um movimento que pode prolongar-se nas próximas semanas, influenciado, entre outros fatores, pelo agravamento do conflito no Irão.
Segundo a Reuters, o barril de petróleo - atualmente perto dos 79 dólares - poderá aproximar-se da fasquia dos 100 dólares, cenário que tende a refletir-se no preço dos combustíveis.
Ajustes das petrolíferas no preço dos combustíveis: gasóleo simples e gasolina simples
Face a estas oscilações, as principais petrolíferas não atualizaram os preços de forma totalmente uniforme. Ainda assim, BP, Galp e Repsol aplicaram aumentos idênticos: +3,5 cêntimos por litro no gasóleo simples e +2 cêntimos por litro na gasolina simples.
Como são apurados os valores médios (DGEG)
Como é habitual, a referência para o preço dos combustíveis assenta nos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os números reportam-se a sexta-feira, 27 de fevereiro.
Importa notar que os valores divulgados pela DGEG já contemplam os descontos praticados pelas gasolineiras e as medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, são indicadores médios: o preço final pode variar de posto para posto, consoante a localização, a marca, campanhas em vigor e políticas comerciais de cada operador.
Uma boa prática para os consumidores passa por comparar preços na mesma zona (incluindo postos de hipermercado e marcas tradicionais) e ter em conta que pequenas diferenças por litro podem ter impacto relevante num depósito completo, sobretudo para quem abastece com frequência.
As medidas do Governo em vigor
Mantêm-se ativas desde 2022 as medidas do Governo destinadas a atenuar a subida do preço dos combustíveis, incidindo principalmente sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). No entanto, estas medidas têm sido progressivamente reduzidas, também por orientação e enquadramento da União Europeia.
No final de novembro, foi feita uma revisão do valor unitário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), que passou para 497,52 euros por 1 000 litros na gasolina e 361,60 euros por 1 000 litros no gasóleo.
Esta alteração traduziu-se num agravamento fiscal aproximado de 1,6 cêntimos por litro na gasolina e de mais de 2,4 cêntimos por litro no gasóleo.
Com estas mudanças, o chamado «desconto fiscal» encolheu e, mesmo quando se observa uma descida nas cotações ou no valor de referência, os consumidores acabam por não sentir integralmente essa redução no preço final pago à bomba.
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