Há diferenças relevantes entre as várias cadeias e marcas de postos.
Nas últimas semanas, qualquer condutor o sentiu no bolso: em França, os preços do combustível dispararam depois do início da guerra com o Irão. O conflito tem condicionado de forma significativa a passagem de navios no Estreito de Ormuz, o que ajuda a empurrar para cima a cotação do barril de Brent (referência do sector) e, por arrasto, faz subir os valores pagos pela gasolina, pelo gasóleo e pelo diesel.
Ainda assim, estas subidas não aconteceram de forma igual em todas as redes. Numa primeira fase, Michel-Édouard Leclerc chegou a prometer uma descida rápida de 30 cêntimos por litro na bomba, mas acabou por recuar e lamentar as declarações. Já a Total optou por impor um tecto aos seus preços.
Gasolina e gasóleo: aumentos por cadeia (Brent, Estreito de Ormuz e o impacto no diesel)
Para tornar a comparação mais clara, o jornal Figaro publicou a 26 de março uma infografia baseada em dados do Ministério da Economia francês. No caso da gasolina, este foi o ranking de subidas por insígnia:
- Sistema U: +0,32 €
- Leclerc: +0,32 €
- Dyneff: +0,31 €
- Auchan: +0,30 €
- Intermarché: +0,29 €
- Supermercado Match: +0,28 €
- Carrefour: +0,28 €
- Netto: +0,28 €
- Esso: +0,28 €
- Independente sem marca: +0,27 €
- Avia: +0,27 €
- ENI: +0,24 €
- TotalEnergies: +0,22 €
Uma subida muito mais acentuada no gasóleo (diesel)
No gasóleo, as variações foram ainda mais expressivas:
- Auchan: +0,58 €
- Leclerc: +0,58 €
- Supermercado Match: +0,58 €
- Sistema U: +0,57 €
- Carrefour: +0,56 €
- Aire C: +0,56 €
- Intermarché: +0,55 €
- Esso: +0,53 €
- Netto: +0,52 €
- Avia: +0,52 €
- Independente sem marca: +0,50 €
- Dyneff: +0,49 €
- ENI: +0,44 €
- TotalEnergies: +0,33 €
- Elan: +0,26 €
Governo mantém a linha e recusa medidas mais duras
Para já, o Governo francês continua firme e não aceita as soluções defendidas pela oposição: cortes nos impostos ou bloqueios administrativos dos preços. Foram anunciadas apenas algumas medidas cirúrgicas, mas o Executivo não quer seguir o caminho de países vizinhos como Espanha, que já avançaram com reduções de tributação aplicadas aos preços dos combustíveis.
Como minimizar o impacto no dia a dia (e encontrar o posto mais barato)
Com aumentos desta dimensão, vale a pena ajustar rotinas para reduzir o consumo: manter a pressão correcta dos pneus, evitar acelerações bruscas, planear percursos para fugir a congestionamentos e, quando possível, partilhar deslocações. Pequenos hábitos, repetidos todos os dias, tendem a fazer diferença sobretudo quando o preço do diesel/gasóleo e da gasolina sobe em simultâneo.
Também ajuda acompanhar os valores praticados perto de casa e no trajeto habitual. Em Portugal, pode consultar o portal Preços dos Combustíveis Online (DGEG) e comparar estações por concelho, além de recorrer a aplicações que agregam preços reportados pelos utilizadores e pelos operadores - uma forma prática de perceber onde compensa abastecer antes de entrar na autoestrada ou numa zona mais cara.
E por aí, tem conseguido gerir estas subidas? Mudou hábitos (horários, trajectos, tipo de abastecimento) por causa do aumento do gasóleo/diesel e da gasolina? Partilhe a sua experiência nos comentários.
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