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EUA autorizam pacote de apoio logístico de 3 mil milhões de dólares para os F-15 da Real Força Aérea Saudita

Caça militar estacionado em pista com três técnicos em manutenção e acessórios ao lado.

A Arábia Saudita opera, há anos, uma das maiores frotas de caças F-15 em serviço no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão. No inventário saudita coexistem diferentes variantes, desde os primeiros F-15C e F-15D (Eagle) até aos mais capazes F-15S, actualmente em processo de modernização para a configuração F-15SA, baseada no F-15E Strike Eagle.

Dentro deste panorama, os F-15SA - a par dos F-15QA do Catar - passaram a integrar o grupo dos F-15 mais avançados em operação. Ainda assim, o patamar tecnológico mais recente na família é hoje representado pelo F-15EX Eagle II, já em introdução na Força Aérea dos Estados Unidos e disponibilizado para exportação a um conjunto restrito de aliados.

Notificação ao Congresso e enquadramento no Programa de Vendas Militares ao Exterior (FMS)

Tendo em conta a dimensão e a relevância operacional desta frota, o Reino da Arábia Saudita pediu a Washington a aquisição e o fornecimento de um pacote robusto de sustentação. O governo dos Estados Unidos deu luz verde à proposta e o processo foi notificado pelo Departamento de Estado ao Congresso norte-americano para efeitos de apreciação, no âmbito do Programa de Vendas Militares ao Exterior (FMS), com um valor estimado de 3 mil milhões de dólares.

Este tipo de tramitação, comum nas vendas FMS, procura assegurar transparência e controlo político sobre transferências de defesa, definindo simultaneamente responsabilidades entre o país comprador, as entidades norte-americanas envolvidas e os fornecedores industriais, sobretudo em matérias de suporte ao longo do ciclo de vida.

O que inclui o pacote de apoio logístico para os F-15 da Real Força Aérea Saudita

De acordo com a nota pública divulgada pela Agência de Cooperação em Defesa e Segurança (DSCA) a 3 de Fevereiro, o pacote - avaliado nos referidos 3 mil milhões de dólares - contempla:

  • Peças sobresselentes;
  • Consumíveis e acessórios;
  • Equipamento de apoio em terra;
  • Software classificado e não classificado;
  • Documentação técnica;
  • Serviços de formação, treino e qualificação do pessoal associado à plataforma de combate.

Na prática, este tipo de sustentação logística tem impacto directo na disponibilidade das aeronaves, na capacidade de manter níveis elevados de prontidão e na redução de tempos de imobilização por falta de componentes, algo particularmente crítico para frotas de grande dimensão e com múltiplas variantes em paralelo.

Posição do Departamento de Estado: objectivos de política externa e dissuasão

Segundo o Departamento de Estado, a operação “apoiará os objectivos de política externa e de segurança nacional dos Estados Unidos ao melhorar a segurança de um Aliado Principal Não Membro da OTAN, que constitui uma força de estabilidade política e progresso económico na região do Golfo”.

A mesma comunicação acrescenta ainda: “A venda proposta fortalecerá a capacidade da Arábia Saudita de dissuadir ameaças actuais e futuras por meio da provisão de apoio de sustentação e treino para a frota de F-15 da Real Força Aérea Saudita. O Reino da Arábia Saudita não terá dificuldades para integrar esse equipamento e serviços nas suas Forças Armadas”.

Precedente recente: autorização para mísseis Patriot PAC-3 MSE

Importa sublinhar que esta autorização centrada nos F-15 da força aérea saudita surge na sequência de uma decisão semelhante a favor da Arábia Saudita, mas orientada para defesa aérea. Em concreto, os Estados Unidos também aprovaram a venda de setecentos e trinta (730) mísseis interceptores Patriot Advanced Capability-3 Missile Segment Enhancement (PAC-3 MSE), num negócio estimado em 9 mil milhões de dólares.

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