O Governo revelou que pretende colocar em funcionamento 12 novos radares de velocidade média na rede de estradas nacionais até ao final deste ano, com o objetivo de reforçar a fiscalização e promover uma condução mais segura.
Compromisso «Mais Cidadania para as Estradas de Portugal» no âmbito do protocolo “Visão Zero”
A intenção foi confirmada durante a assinatura do Compromisso «Mais Cidadania para as Estradas de Portugal», celebrado entre a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e a Lusoponte, concessionária responsável pela exploração da Ponte 25 de Abril e da Ponte Vasco da Gama, no quadro do protocolo “Visão Zero”.
O anúncio foi transmitido pelo Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, que destacou a finalidade principal desta estratégia: “O que nós pretendemos é uma diminuição efetiva da sinistralidade”.
Onde poderão ser instalados os novos radares de velocidade média
Apesar de ainda não terem sido divulgados os locais exatos, o enquadramento oficial indica que a localização destes radares continua “em estudo pela ANSR, no âmbito da identificação de pontos críticas na rede viária”. Ainda assim, a Ponte 25 de Abril é apontada como uma das zonas com maior probabilidade de vir a receber estes novos sistemas de controlo.
Acordo com a Lusoponte traz novas tecnologias para as travessias do Tejo
Para lá da componente de fiscalização, o entendimento com a Lusoponte inclui uma modernização relevante na forma como são geridas as travessias do Tejo. Entre as medidas previstas está a instalação de um sistema de deteção automática de incidentes por vídeo com inteligência artificial, concebido para sinalizar perigos e situações anómalas em tempo real.
De acordo com o que foi comunicado, “os compromissos hoje assumidos incluem a instalação de radares de controlo de velocidade média na Ponte 25 de Abril, um sistema de deteção automática de incidentes por vídeo com inteligência artificial, um projeto-piloto para controlo do uso de cinto de segurança e telemóvel ao volante e a promoção do sistema de sinalização luminosa de afetação de vias (SLAV) na Ponte Vasco da Gama”.
O que muda na prática: fiscalização, prevenção e gestão do tráfego
A aposta em radares de velocidade média tende a influenciar o comportamento ao longo de todo um troço (e não apenas num ponto), ao medir a velocidade entre dois locais e desencorajar acelerações pontuais seguidas de travagens bruscas. Já os sistemas de vídeo com inteligência artificial podem reforçar a resposta operacional, ajudando a detetar rapidamente incidentes, obstáculos na via ou situações de risco que comprometam a fluidez e a segurança.
Em paralelo, o projeto-piloto para controlo do cinto de segurança e do telemóvel ao volante pretende atuar sobre dois fatores frequentemente associados a sinistros: a falta de proteção dos ocupantes e a distração. No caso da Ponte Vasco da Gama, a valorização do sistema de sinalização luminosa de afetação de vias (SLAV) pode contribuir para uma melhor canalização do tráfego e para uma gestão mais eficiente de condicionamentos.
“Visão Zero”: metas para 2030 e 2050
O acordo enquadrado na “Visão Zero” define duas metas concretas para Portugal:
- reduzir em 50% as vítimas mortais até 2030;
- alcançar zero mortes ou feridos graves nas estradas portuguesas até 2050.
Contexto adicional: transparência, sinalização e adaptação dos condutores
Medidas deste tipo ganham eficácia quando são acompanhadas por sinalização clara, comunicação pública e critérios consistentes na escolha dos locais de instalação, sobretudo em zonas reconhecidas como “pontos críticas” pela ANSR. Em especial nas travessias com elevada intensidade de tráfego, como a Ponte 25 de Abril e a Ponte Vasco da Gama, a combinação entre fiscalização e tecnologia pode criar um efeito preventivo, reduzindo comportamentos de risco e melhorando a resposta a incidentes.
Para os condutores, a adaptação é simples: manter uma velocidade constante e adequada às condições da via, garantir o uso do cinto de segurança e evitar qualquer interação com o telemóvel ao volante. Em conjunto, estas práticas alinham-se com o objetivo central do programa: baixar a sinistralidade e aproximar o país das metas definidas pela “Visão Zero”.
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