Em outubro, o mercado automóvel português voltou a avançar e manteve a tendência de subida. Nos ligeiros de passageiros, registou-se um aumento de 5,5%, com 16 137 unidades matriculadas. Considerando o total de veículos ligeiros e pesados de passageiros e mercadorias, o crescimento foi de 6,6%, somando 19 884 unidades vendidas, de acordo com a ACAP (Associação Automóvel de Portugal).
O balanço no acumulado do ano continua, no geral, favorável: até ao final de outubro foram matriculados 187 701 ligeiros de passageiros, o que representa +8,4% face a 2024. Já nos restantes segmentos, o sinal é inverso: os ligeiros de mercadorias acumulam uma descida de -2% (25 650 unidades) e os pesados recuam -1,6% (6247 unidades).
Para além dos volumes, outubro voltou a evidenciar uma maior competição entre marcas, com mexidas no Top 10 e crescimentos expressivos em alguns construtores mais recentes no mercado nacional. Ainda assim, a leitura das variações anuais deve ser feita com cautela quando a base de comparação é reduzida, algo particularmente relevante em marcas que começaram a ganhar escala há pouco tempo.
As 10 marcas automóveis mais vendidas (Top 10) em outubro
No ranking mensal, a Peugeot retomou a liderança em Portugal, ao comercializar 1608 unidades, o que corresponde a um crescimento de 19%.
Logo atrás ficou a Mercedes-Benz, com 1380 unidades matriculadas e uma subida de 14,4%. A Renault fechou o pódio, atingindo 1349 unidades vendidas, após crescer 22%.
A Dacia, presença frequente nos primeiros lugares, terminou o mês em quarto, com 1328 unidades (cerca de 20 unidades abaixo da Renault), mas com uma evolução ainda mais forte: +27%. Seguiram-se a BMW (1220 unidades, +0,4%) e a Volkswagen (986 unidades, com uma ligeira quebra de -0,9%).
Entre os destaques do mês, a Volvo voltou ao Top 10, ao somar 579 unidades e um crescimento de 4,9%. A Toyota e a Citroën terminaram empatadas em volume, com 561 unidades cada, embora com desempenhos opostos: a marca japonesa caiu -43,4%, enquanto a francesa avançou +63,1%.
A fechar o Top 10 de outubro, voltamos a encontrar a chinesa BYD, com 536 unidades vendidas e um crescimento expressivo de 71,2%. A BYD repete, assim, o resultado alcançado em agosto e foi a marca que mais cresceu no Top 10 nacional durante outubro.
| Posição (outubro) | Marca | Unidades | Variação |
|---|---|---|---|
| 1 | Peugeot | 1608 | +19% |
| 2 | Mercedes-Benz | 1380 | +14,4% |
| 3 | Renault | 1349 | +22% |
| 4 | Dacia | 1328 | +27% |
| 5 | BMW | 1220 | +0,4% |
| 6 | Volkswagen | 986 | -0,9% |
| 7 | Volvo | 579 | +4,9% |
| 8 | Toyota | 561 | -43,4% |
| 9 | Citroën | 561 | +63,1% |
| 10 | BYD | 536 | +71,2% |
Fora do Top 10 em outubro, o maior destaque vai para outras marcas chinesas, nomeadamente a XPeng e a Forthing, que apresentaram crescimentos muito elevados de 607,7% e 300%, respetivamente. Importa, contudo, salientar que são marcas recentes no mercado português, o que torna a comparação com o período homólogo influenciada por uma base muito baixa.
Ainda fora do Top 10 mensal, sobressaem também a CUPRA (+99,4%), a MG (+69,9%) e a FIAT (+87%). No sentido oposto, entre as quedas mais acentuadas encontram-se a Porsche (-64,1%), a Tesla (-58,7%), a DS (-41,7%) e a Suzuki (-45,5%).
E no acumulado do ano (janeiro a outubro)?
No período de janeiro a outubro, a Peugeot continua a ser a marca automóvel mais vendida em Portugal, mantendo uma trajetória de crescimento de 6,2%, com 18 950 unidades vendidas.
A Mercedes-Benz consolida a segunda posição, totalizando 14 950 unidades e uma variação de +8,9%. A Dacia surge em terceiro, com 14 550 unidades vendidas, o que representa +11,5%.
Um dado relevante é o da Citroën: apesar de ter sido uma das marcas com maior crescimento dentro do Top 10 em outubro, é a única referida que, no acumulado do ano, apresenta uma descida, de -1,4%.
Fora do Top 10 no acumulado de 2025, destacam-se os desempenhos de: - Alpine (+850%) - BYD (+116,3%) - KGM (+337,9%) - Polestar (+119,8%)
Em contraciclo, surgem a Suzuki (-49,8%) e a Tesla (-21,4%).
Também no acumulado (janeiro a outubro), a XPeng e a Forthing registaram crescimentos extremamente elevados de 2979,2% e 1200%, respetivamente, novamente explicados por uma base comparativa muito reduzida no ano anterior.
À medida que o ano avança, será particularmente importante acompanhar se estes movimentos se traduzem em ganhos consistentes de quota - sobretudo em marcas que estão a escalar operações em Portugal - e de que forma a evolução dos ligeiros de mercadorias e dos pesados poderá recuperar, uma vez que estes segmentos continuam a penalizar o resultado global apesar da dinâmica positiva nos ligeiros de passageiros.
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