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Nova geração do SUV a hidrogénio da Hyundai está quase a chegar

Carro Hyundai Nexo prata estacionado em posto de abastecimento de hidrogénio moderno.

A Hyundai mantém-se firme na mobilidade a hidrogénio e, longe de abrandar, reforçou a estratégia com a segunda geração do Nexo. Trata-se de um SUV elétrico com pilha de combustível a hidrogénio (célula de combustível), apresentado no início do ano no Salão de Seul.

Face à primeira geração - que já tivemos oportunidade de conduzir -, a mudança não se limita a uma linguagem estética completamente nova: há também uma evolução clara ao nível do desempenho e da eficiência do conjunto motriz.

Hyundai Nexo: evolução técnica e desempenho

Na dianteira está montado um motor elétrico mais forte do que antes. A potência sobe de 120 kW (163 cv) para 150 kW (204 cv). Em contrapartida, o binário baixa de 395 Nm para 350 Nm, mas isso não impediu melhorias nas prestações.

Na prática, o novo Nexo acelera dos 0 aos 100 km/h em 7,8 s, quando anteriormente precisava de 9,2 s. A velocidade máxima também cresce, ainda que de forma discreta, passando para 179 km/h (antes eram 172 km/h).

Sistema de energia: bateria + pilha de combustível a hidrogénio

A energia elétrica necessária ao motor provém de duas fontes:

  • Bateria: continua a ser de pequena capacidade, com 2,64 kWh, mas a potência de saída aumenta para 80 kW (109 cv) - o dobro do valor anterior.
  • Pilha de combustível a hidrogénio (célula de combustível): passa a disponibilizar 110 kW (150 cv) brutos e 95 kW (129 cv) líquidos, o que representa um ganho de 11% face à primeira geração, que ficava pelos 85 kW (116 cv).

Somando tudo, o sistema entrega uma potência combinada de 190 kW (258 cv), acima dos 135 kW (183 cv) do Nexo anterior.

Depósitos, autonomia (WLTP) e tempos de reabastecimento

A pilha de combustível é alimentada por três depósitos de hidrogénio, cuja capacidade total cresce ligeiramente, de 6,33 kg para 6,69 kg. O resultado anunciado é uma autonomia a rondar os 826 km (WLTP).

Outra das vantagens desta tecnologia mantém-se: o reabastecimento completo pode ser feito em cerca de cinco minutos, aproximando a rotina de utilização à de um automóvel com motor de combustão, ao contrário do que acontece na maioria dos elétricos a bateria quando é necessário carregar do zero até perto do máximo.

Utilização e contexto da tecnologia a hidrogénio

Num veículo com pilha de combustível a hidrogénio, a condução tende a manter a suavidade típica de um elétrico, com resposta imediata do motor e ausência de vibrações. Ao mesmo tempo, a presença da bateria (mesmo pequena) ajuda a gerir picos de potência e a recuperar energia em desaceleração, contribuindo para a eficiência global do sistema.

Há também um lado prático importante: a viabilidade do Nexo não depende apenas das suas especificações, mas do acesso a uma rede de abastecimento fiável e bem distribuída, especialmente para quem não vive junto a grandes eixos urbanos ou não faz sempre os mesmos percursos.

Quando chega à Europa e a Portugal?

A Hyundai prevê lançar o Nexo na Europa no início de 2026. Ainda assim, não contem com a sua chegada a Portugal, tal como sucedeu com a primeira geração.

O principal obstáculo continua a ser a ausência de uma rede de abastecimento pública de hidrogénio no nosso país, fator decisivo para a comercialização de veículos com pilha de combustível a hidrogénio. Mesmo assim, isso não impediu a Toyota de colocar no mercado nacional a segunda geração do Mirai, que continua a ser o único modelo deste tipo à venda em Portugal - e que já tivemos oportunidade de testar.

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