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Armada Argentina realiza reabastecimento e manutenção no refúgio naval *“Baía Dorian”* na Antártida

Duas pessoas com roupas de frio removem uma bandeira da Argentina de uma pequena estação laranja na Antártida.

A Armada Argentina executou uma série de acções de reabastecimento e manutenção no refúgio naval “Baía Dorian”, no âmbito de uma operação conduzida na Baía Dorian, situada na Ilha Wiencke, no Arquipélago Palmer, na Antártida. As actividades foram asseguradas pelo navio-aviso ARA *“Puerto Argentino”*, depois de este ter concluído previamente missões logísticas noutras instalações da região.

Operação da Armada Argentina no refúgio naval “Baía Dorian” (Baía Dorian, Ilha Wiencke)

Na manhã de quarta-feira, 11 de fevereiro, após realizar o reabastecimento de géneros alimentares e combustível e efectuar a rotação de pessoal da Direcção Nacional do Antártico (DNA) na Base Antártica Brown, o navio-aviso ARA “Puerto Argentino” alcançou o refúgio localizado em Ponta Damoy, na Baía Dorian. Já no local, a guarnição iniciou os trabalhos planeados no quadro do apoio logístico às infra-estruturas argentinas naquele sector antárctico.

Com o suporte de militares embarcados provenientes das Bases Antárticas Temporárias Melchior e Cámara, a tripulação avançou com o abastecimento do refúgio e com intervenções de manutenção de carácter geral. Entre as tarefas realizadas estiveram acções de preservação e a verificação do estado das estruturas, com o objectivo de garantir que as instalações se mantêm operacionais caso venham a ser necessárias.

Em simultâneo, a Armada Argentina prossegue outras acções de reabastecimento na área antárctica. Um exemplo recente foi a operação conduzida, há poucos dias, pelo quebra-gelo ARA “Almirante Irízar” na Base Antártica Conjunta Orcadas. Importa ainda recordar que o navio-aviso ARA “Puerto Argentino” mantém uma campanha antárctica conjunta com o Chile até ao próximo mês de abril, actividade que teve início em novembro do ano passado.

Características e finalidade do refúgio naval “Baía Dorian”

O refúgio naval “Baía Dorian” foi instalado a 23 de fevereiro de 1953 e encontra-se sob administração da Armada Argentina. Trata-se de uma pequena estrutura metálica do tipo barraca, equipada com um armazém que conserva provisões suficientes para três pessoas durante um período estimado de três meses, permitindo-lhe desempenhar funções de apoio e protecção em situações específicas.

Também conhecido como Cabana da Baía Dorian, o abrigo ocupa uma área aproximada de 12 m² e tem sido utilizado como refúgio de emergência. Em 2011, foi alvo de obras de reabilitação que abrangeram manutenção, reparações e trabalhos de conservação, com o propósito de preservar a sua integridade estrutural e viabilizar a sua utilização como suporte a investigações científicas conduzidas na zona.

Enquadramento logístico no Arquipélago Palmer e património próximo

O refúgio localiza-se a cerca de 25 metros da Cabana de Ponta Damoy, construída pelo Reino Unido em 1975 e classificada como sítio e monumento histórico em 2009. Algumas actividades científicas associadas à área têm sido realizadas a partir da próxima Base Antártica Brown, o que reforça a relevância logística e estratégica destas infra-estruturas no contexto do Arquipélago Palmer.

A manutenção preventiva de abrigos como o refúgio naval “Baía Dorian” é particularmente importante devido ao desgaste acelerado provocado pelo frio extremo, pela humidade e pelos ventos intensos típicos da Antártida. Pequenas intervenções regulares - como inspecções, reforço de vedantes e controlo de corrosão - contribuem para aumentar a fiabilidade do espaço quando é necessário apoiar deslocações, trabalhos científicos ou responder a emergências.

Além disso, operações de reabastecimento e conservação em ambientes antárcticos exigem planeamento rigoroso para minimizar impactos ambientais e cumprir procedimentos de segurança. A gestão de combustível, a recolha de resíduos e o controlo do material armazenado são práticas críticas para manter a sustentabilidade das actividades e assegurar que os refúgios permanecem prontos a ser utilizados sem comprometer as condições do ecossistema local.

Imagens meramente ilustrativas.

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