Uma associação de defesa do consumidor lançou uma iniciativa de compra conjunta de electricidade que pode interessar a muitas famílias.
As facturas de luz raramente trazem boas surpresas. Para muitos agregados, sobretudo no outono e no inverno, o valor a pagar pode pesar seriamente no orçamento. É neste cenário que a UFC–Que Escolher, através da sua filial SAS Que Escolher, volta a avançar com uma campanha de compra colectiva de energia, explicando como funciona e o que está em jogo.
Baptizada de “Energia mais barata em conjunto”, a operação consiste em reunir consumidores e, com esse volume, desafiar fornecedores a apresentarem uma proposta mais competitiva e com condições consideradas seguras. Depois de analisar as propostas recebidas, a organização escolheu a Octopus Energy como vencedora do processo.
Sobre a empresa, é destacado o seguinte:
A Octopus Energy é um operador global do sector energético, presente em 8 países como comercializador (incluindo França, Reino Unido, Itália, Espanha e Alemanha). As equipas da Octopus Energy em França estão sediadas no país, o que lhe permite beneficiar do selo “Serviço França Garantido”. Os principais locais são Lille e Paris, e existem ainda estruturas comerciais em mais 7 cidades francesas.
Compra conjunta de electricidade com a Octopus Energy: uma proposta com condições protegidas
De acordo com a informação divulgada, é possível obter uma redução de 21,1% (sem impostos e sem incluir a componente fixa de assinatura) face às tarifas reguladas actualmente em vigor. Nas simulações partilhadas, um agregado que aqueça a casa com electricidade e consuma 10 000 kWh/ano poderá apontar para uma poupança anual de 321 €; num caso de consumo mais elevado (15 000 kWh/ano), a estimativa sobe para 485 € por ano.
Outro ponto sublinhado é a estabilidade: o preço é anunciado como fixo durante dois anos, com a ressalva de que alterações fiscais e custos de rede (componentes que o fornecedor não controla) podem evoluir.
A associação esclarece também que, devido às despesas associadas à campanha - como a criação e gestão da plataforma, comunicação, custos internos e apoio em caso de reclamações - é pedida uma contribuição aos consumidores que aderirem à oferta seleccionada:
Tendo em conta os custos suportados por esta campanha (plataforma, orçamento de comunicação, custos internos, acompanhamento de eventuais reclamações, etc.), é solicitada - por uma questão de independência - uma participação nas despesas de organização aos consumidores que subscrevam a oferta vencedora. O valor é de 12 € (IVA incluído), reduzido para 6 € (IVA incluído) no caso de assinantes e/ou associados.
Face às poupanças indicadas, trata-se de um montante relativamente reduzido quando comparado com o potencial de economia anual.
Mudança de fornecedor: sem custos e sem interrupções
Para quem mantém alguma reserva, a explicação é clara: é possível mudar de fornecedor gratuitamente e em qualquer altura. Além disso, é o novo fornecedor que trata do processo, sem interrupção do contrato e sem qualquer corte no fornecimento de electricidade.
Vale ainda a pena ter em mente, antes de aderir, que campanhas de compra colectiva tendem a ser mais vantajosas quando o consumidor conhece bem o seu perfil: consumo anual, potência contratada e hábitos (por exemplo, aquecimento eléctrico, termoacumulador, carregamento de veículo eléctrico). Rever estes dados ajuda a perceber se a poupança estimada faz sentido no seu caso concreto.
Como boa prática adicional, e independentemente desta iniciativa, compensa verificar as condições que costumam fazer diferença no dia-a-dia: duração do preço fixo, penalizações (se existirem), clareza das componentes do preço (energia, termo fixo e taxas), forma de facturação e canais de apoio ao cliente. Assim, a decisão fica mais informada e menos dependente apenas do desconto anunciado.
O que acha desta operação - e seria algo que consideraria experimentar? Partilhe a sua opinião nos comentários.
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