Conforme tinha sido antecipado na sexta-feira anterior, a semana de 8 de dezembro voltou a trazer uma redução no preço dos combustíveis, com o gasóleo simples a registar a descida mais favorável.
Ainda que a quebra não tenha sido tão marcada como a verificada na semana passada, ficou dentro do que era expectável: o gasóleo simples baixou 1,4 cêntimos por litro, enquanto a gasolina teve um recuo mais contido, de 0,5 cêntimos por litro (fonte: Mais Gasolina).
Feitas as contas aos valores médios, o preço médio do gasóleo simples passou para 1,577 €/l. Já o preço médio da gasolina simples também desceu, fixando-se em 1,699 €/l.
Ajustes nas gasolineiras (BP, Galp e Repsol) e impacto no gasóleo simples, gasolina simples e GPL
Nas principais redes, BP, Galp e Repsol mexeram no gasóleo simples em menos dois cêntimos por litro.
No caso da gasolina simples, a Galp e a Repsol reduziram o preço em um cêntimo por litro, ao passo que a BP aplicou uma descida mais pequena, de 0,5 cêntimos por litro.
Quanto ao GPL, a tendência foi inversa: nos postos da Repsol, ficou 1,5 cêntimos por litro mais caro, passando a 0,841 €/l.
Como são apurados os valores médios (Direção-Geral de Energia e Geologia - DGEG)
Como é habitual, a referência usada para o cálculo do preço dos combustíveis assenta nos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Neste caso, os números considerados dizem respeito à sexta-feira, 5 de dezembro.
Importa sublinhar que os valores divulgados pela DGEG já contemplam os descontos praticados pelas gasolineiras, bem como as medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, trata-se de valores médios e indicativos, pelo que podem não coincidir com os preços efetivamente afixados em cada posto de abastecimento.
É também normal existirem diferenças entre postos devido a fatores como custos de distribuição, concorrência local, campanhas temporárias e políticas de desconto associadas a cartões, parcerias ou vales. Por isso, a comparação entre estações na mesma zona pode traduzir-se em variações relevantes no preço final por litro.
Medidas do governo em vigor: ISP e reversão gradual (União Europeia)
Desde 2022 que se mantêm medidas do governo em vigor para atenuar a subida do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). No entanto, estas medidas têm vindo a ser revertidas de forma gradual, também por imposição da União Europeia.
No final de novembro, foi revista a componente unitária do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), passando para 497,52 euros por 1 000 litros na gasolina e 361,60 euros por 1 000 litros de gasóleo.
Na prática, esta atualização correspondeu a um agravamento do imposto por litro de cerca de 1,6 cêntimos na gasolina e de mais de 2,4 cêntimos no gasóleo.
Com estas alterações, o chamado «desconto fiscal» encolheu e, apesar das descidas que têm sido observadas no preço dos combustíveis, os portugueses acabam por não sentir a redução na totalidade.
Para quem procura minimizar o impacto no orçamento, pode fazer sentido combinar a escolha de postos com melhor preço com hábitos de condução mais eficientes (por exemplo, acelerações suaves e pressão correta dos pneus), uma vez que pequenos ganhos de consumo ajudam a compensar oscilações semanais do mercado e alterações fiscais como as do ISP.
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