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Esta é a inédita berlina da Smart com quase cinco metros

Carro elétrico Smart #6 amarelo exibido numa sala de exposição com janelas grandes e outros carros ao fundo.

A divulgação não-oficial do Smart #6, que tinha surgido através do registo de patentes na China, ganhou agora um novo capítulo: é a própria marca a revelar mais informações sobre o modelo.

Há poucos anos, seria difícil imaginar a Smart - historicamente associada a automóveis urbanos, compactos e fáceis de estacionar - a preparar uma berlina de três volumes com dimensões próximas das de um familiar de segmento superior.

Dimensões do Smart #6: a maior Smart de sempre

Os números confirmam que estamos perante um automóvel de grande porte. O Smart #6 mede 4 906 mm de comprimento, 1 922 mm de largura e 1 508 mm de altura. A distância entre eixos atinge 2 926 mm, um valor que, por si só, ultrapassa o comprimento total de um Smart Fortwo (cerca de 2,70 m).

Além disso, o #6 supera também o já volumoso #5, passando a ser, sem margem para dúvidas, o maior Smart alguma vez produzido.

Design exterior: amarelo marcante, LED e asa traseira elétrica

No exterior, a Smart escolheu um amarelo vivo para a carroçaria, uma opção que torna o #6 praticamente impossível de ignorar. O mesmo tom é repetido nas pinças de travão, reforçando a imagem mais expressiva do conjunto.

A silhueta apresenta uma linha de tejadilho descendente, pensada para transmitir um carácter mais dinâmico. Na frente, destaca-se uma assinatura luminosa horizontal em LED. Já na traseira, o elemento que mais chama a atenção é a asa com regulação elétrica.

Motorização e sistema híbrido: NordThor Hybrid 2.0 da Geely

De acordo com dados oficiais citados pelo CarNews China, o Smart #6 recorre a uma solução híbrida de carregamento externo (híbrido plug-in), utilizando o mesmo sistema NordThor Hybrid 2.0 da Geely, estreado no SUV #5.

O conjunto combina: - um motor 1,5 litros turbo com 120 kW (163 cv); - um motor elétrico; - uma potência combinada de 320 kW (435 cv); - e uma transmissão DHT (transmissão híbrida dedicada) com três relações.

Autonomia, consumos e o contraste CLTC vs WLTP

Tal como anunciado, este sistema híbrido de desempenho elevado permite uma autonomia máxima em modo 100% elétrico de 285 km, medida no ciclo CLTC (tipicamente mais “otimista” do que o WLTP).

A autonomia total combinada é indicada como 1 810 km (também em CLTC), enquanto o consumo médio declarado se fixa em 3,9 l/100 km. Para já, a Smart mantém o interior sob reserva, sem imagens ou detalhes técnicos.

Tecnologia e ambições da Smart com o Smart #6

O Smart #6 híbrido de carregamento externo assume-se como um ponto de viragem para a marca, reforçando a estratégia desenhada em parceria com a Geely para alargar a gama muito para além dos formatos tradicionais.

Um sinal claro dessa ambição é a presença de um LiDAR no tejadilho, indiciando funcionalidades avançadas de condução assistida e preparação para níveis mais evoluídos de automação - uma área onde a Geely tem acelerado o desenvolvimento. A isto juntam-se câmaras laterais e puxadores ocultos, elementos que sublinham um posicionamento mais sofisticado e de aspiração premium.

A Smart ainda não avançou com datas de lançamento, nem esclareceu especificações essenciais como a capacidade da bateria ou eventuais outras versões. Ainda assim, a aproximação ao território das berlinas premium coloca o #6 na órbita de referências como o Audi A5 e o BMW Série 3 - um cenário que, até há pouco tempo, parecia impensável para a marca.

O que falta saber e o que pode pesar na decisão de compra

Para além da bateria, será determinante perceber a potência de carregamento, os tempos reais em posto rápido e a estratégia de gestão do modo elétrico em autoestrada - pontos que fazem toda a diferença na utilização quotidiana de um híbrido de carregamento externo.

Também será relevante confirmar quais os sistemas de assistência à condução disponíveis de série e em opção, sobretudo quando o próprio desenho (com LiDAR) sugere uma aposta forte em tecnologia. Se a Smart quiser competir com credibilidade num patamar próximo do Audi A5 e do BMW Série 3, o acerto entre conforto, qualidade percebida e comportamento dinâmico será tão importante quanto os números de potência e autonomia.

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