Os fabricantes chineses têm encarado com grande determinação o crescimento no mercado europeu, e a XPeng segue a mesma linha. Desde agosto, a marca iniciou a produção de veículos na Áustria, recorrendo às instalações da Magna, empresa reconhecida por fabricar automóveis e componentes para terceiros - mas a ambição vai além deste arranque.
Apesar de, nesta fase, a montagem na Europa depender da Magna, a XPeng pretende evoluir para uma presença industrial própria no continente. Brian Gu, vice-presidente do construtor, deu a entender que a parceria atual é apenas um ponto de partida e que a empresa já está a pensar numa etapa seguinte de maior dimensão.
Nas suas declarações, Gu transmitiu que a capacidade da fábrica da Magna responde, por enquanto, às necessidades da marca, mas que o objetivo futuro não se esgota nessa solução. Embora não tenha confirmado se a XPeng avançará para a construção de uma unidade própria na Europa, apontou uma visão de longo prazo: qualquer fabricante que ambicione liderança global dificilmente a alcança apenas com exportações, sendo essencial ter operações localizadas para consolidar a marca.
Além da produção, uma implantação industrial mais próxima dos clientes europeus tende também a reforçar aspetos práticos como a logística, o aprovisionamento de componentes e a capacidade de ajustar configurações às exigências regulatórias e às preferências do mercado. Para um construtor que vende exclusivamente veículos 100% elétricos, esta proximidade pode ainda facilitar a adaptação a normas técnicas, a calendários de homologação e a requisitos de sustentabilidade que variam entre países.
Expansão global da XPeng
A procura de crescimento fora da China tem sido cada vez mais relevante para o construtor, sobretudo como forma de reduzir a exposição à intensa guerra de preços que continua a marcar o mercado chinês.
Ao mesmo tempo, produzir localmente na Europa permite à empresa mitigar o impacto das tarifas aplicadas pela União Europeia (UE) aos automóveis elétricos fabricados na China. No caso da XPeng, a marca está sujeita a uma taxa adicional de 20,7%, que se soma aos 10% já existentes.
A estratégia internacional, contudo, não se limita ao espaço europeu. A XPeng inaugurou recentemente uma fábrica na Indonésia, já exporta para o Médio Oriente e Norte de África, e tem também planos para entrar na América do Sul.
Nos primeiros nove meses do ano, a XPeng vendeu 313 200 unidades fora do mercado doméstico, um volume três vezes superior ao registado no mesmo período do ano anterior.
Em Portugal, a marca assinalou em setembro o seu primeiro aniversário e, este ano, até ao final de outubro, contabilizou mais de 730 veículos matriculados. Para sustentar este ritmo, a XPeng atualizou muito recentemente a sua gama para 2026.
Fique a conhecer a gama e os preços atualizados do XPeng G6 e do XPeng G9.
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