Esta semana, com início a 3 de novembro, traz uma nova subida no preço dos combustíveis para quem precise de abastecer, tanto gasolina simples como gasóleo simples.
De acordo com fontes do setor, o principal fator por detrás desta evolução é a valorização do dólar. Como várias matérias-primas - incluindo o petróleo - são negociadas em moeda norte-americana, o custo de compra aumenta em euros mesmo quando a cotação do produto não se altera de forma significativa.
Subida do preço dos combustíveis: gasóleo simples e gasolina simples
Ainda segundo fontes do setor, o gasóleo simples registou um aumento de 3,5 cêntimos por litro, enquanto a gasolina simples também subiu, embora de forma menos acentuada, com mais 1,7 cêntimos por litro.
Com esta atualização, o preço médio do gasóleo simples passou para 1,579 €/L e o preço médio da gasolina simples fixou-se em 1,701 €/L.
Nas principais gasolineiras, BP, Galp e Repsol agravaram o preço do gasóleo simples em 4,5 cêntimos por litro. Já na gasolina simples, a subida foi de 2,5 cêntimos na Repsol e de 2 cêntimos nas restantes.
Por contraste, o GPL manteve-se estável, sem qualquer alteração, permanecendo nos 0,821 €/L.
Como são apurados os valores médios (DGEG)
A referência usada para o preço dos combustíveis continua a ser, como habitualmente, a informação publicada pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, com base nos dados de sexta-feira, 31 de outubro.
Importa notar que os valores divulgados pela DGEG já contemplam descontos aplicados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, tratam-se de médias indicativas, pelo que os preços reais podem variar entre postos de abastecimento e regiões.
Além disso, diferenças de preço podem resultar de fatores locais, como custos logísticos, políticas comerciais por estação e campanhas temporárias. Por esse motivo, comparar valores antes de abastecer pode traduzir-se numa poupança relevante ao final do mês.
Uma forma simples de reduzir o impacto destas oscilações passa por planear o abastecimento e evitar “atestar” em zonas tipicamente mais caras (por exemplo, vias rápidas e áreas de serviço), optando por postos em zonas urbanas ou de maior concorrência sempre que possível.
Medidas do governo em vigor no preço dos combustíveis
Desde 2022, mantêm-se ativas as medidas do governo destinadas a suavizar a subida do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).
Apesar de o ISP ter aumentado este ano em três cêntimos por litro, a descida da taxa de carbono compensou esse acréscimo, pelo que não se verificou um aumento da carga fiscal global sobre os combustíveis.
No total, a soma dos chamados «descontos fiscais» traduz-se numa redução de 17,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 19,2 cêntimos por litro na gasolina.
Para o próximo ano, é antecipado um novo agravamento do preço dos combustíveis, na sequência da exigência de Bruxelas para que Portugal termine com o “bónus” no ISP. O impacto estimado poderá atingir oito euros por depósito. Até ao momento, não foram comunicadas alterações concretas.
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