O BMW M5 (G90) já nasce com presença de sobra: dificilmente alguma geração desta super-berlina foi tão musculada, agressiva e imponente. Ainda assim, para a Mansory há sempre espaço para subir o volume - sobretudo no impacto visual.
Potência do BMW M5 (G90) Mansory: V8 biturbo híbrido plug-in mais forte
A transformação não se fica pela estética. O conjunto V8 biturbo híbrido plug-in recebe um incremento expressivo: a potência cresce 120 cv e o binário é elevado para 1150 Nm, fixando-se o total em 847 cv. É um sinal claro de que este M5 não foi pensado apenas para “dar nas vistas”.
Apesar de não terem sido divulgados números de aceleração ou tempos, existe um dado concreto: a velocidade máxima sobe 20 km/h, passando a 270 km/h. Num automóvel com cerca de 2,5 toneladas, qualquer margem adicional ajuda a contrariar a inércia - e a tornar mais fácil explorar a força disponível.
Fibra de carbono exposta e alterações na dianteira
A Mansory aplica várias peças novas em fibra de carbono exposta, reforçando o carácter mais agressivo do M5. O elemento que mais salta à vista surge no capô, agora com uma adição que inclui saídas de ar bem marcadas (fica a dúvida: serão funcionais ou sobretudo decorativas?).
Difusor e sistema de escape: a grande diferença está na traseira
É, no entanto, na parte de trás que este M5 se afasta de forma mais óbvia do modelo de série. A traseira passa a contar com um novo difusor e, sobretudo, com um sistema de escape completamente distinto: em vez das tradicionais quatro saídas (duas de cada lado), a configuração muda para três saídas centrais.
A solução lembra a de um dos compactos desportivos mais icónicos, o Honda Civic Type R. Pode não ser a comparação mais “nobre” para uma super-berlina deste calibre - e, se quisermos esticar a referência, há quem prefira evocar as três saídas do Ferrari F40 -, mas a verdade é que este trio de “bazucas” impõe respeito.
O que esta preparação pode implicar no dia a dia
Num automóvel com este tipo de intervenção, vale a pena ter em conta que alterações ao escape e à aerodinâmica podem ter impacto no ruído, no conforto em auto-estrada e até na facilidade de cumprir determinados requisitos de homologação, dependendo do mercado e da utilização. É o tipo de detalhe que, para alguns, faz parte do encanto; para outros, pode ser um factor decisivo.
Também a opção por fibra de carbono exposta tende a exigir cuidados: a exposição prolongada ao sol e a lavagens inadequadas pode afectar o acabamento ao longo do tempo. Num projeto com esta assinatura, a estética é um ponto central - e mantê-la irrepreensível costuma fazer parte do “pacote”.
Resumo das principais alterações: - Fibra de carbono exposta em várias peças, com destaque para o capô e as saídas de ar - Traseira revista com novo difusor - Sistema de escape com três saídas centrais (em vez de quatro) - V8 biturbo híbrido plug-in com 847 cv e 1150 Nm - Velocidade máxima aumentada para 270 km/h
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