Depois do ambiente de celebração vivido no Grande Prémio de Fórmula 1 dos Estados Unidos, o Mundial faz as malas e ruma ao México para o Grande Prémio de Fórmula 1 da Cidade do México 2025. O Autódromo Hermanos Rodríguez, conhecido por ser a pista “da casa” de Sérgio Pérez - ausente este ano, mas com regresso previsto para 2026 - tem particularidades que o distinguem de qualquer outro circuito do calendário.
A temporada de 2025 da Fórmula 1 aproxima-se da reta decisiva e a etapa mexicana promete um fim de semana de elevada intensidade. Max Verstappen chega motivado pela vitória em Austin e volta a intrometer-se diretamente na luta pelo título, ficando agora a 40 pontos de Oscar Piastri.
A perseguição não se fica por aí: Lando Norris mantém-se colado ao topo, apenas 14 pontos atrás do colega de equipa, num campeonato que promete suspense até Abu Dhabi. Do lado da Ferrari, Charles Leclerc procura repetir o pódio conquistado no Texas, enquanto Lewis Hamilton vê no bom desempenho nos Estados Unidos o possível ponto de viragem de que precisava.
Autódromo Hermanos Rodríguez no Grande Prémio do México: altitude, retas e estádio
Situado a mais de 2200 m de altitude, o circuito mexicano é um dos mais singulares do ano. O ar menos denso reduz a eficácia aerodinâmica e altera a forma como o motor entrega desempenho, elevando o grau de dificuldade no controlo do monolugar. A isto somam-se retas longas que contrastam com a passagem pelo estádio (a zona interior mais icónica do traçado), um dos setores mais lentos e simbólicos da temporada.
Com 4,304 km de comprimento e uma corrida de 71 voltas, o Hermanos Rodríguez oferece uma mistura pouco comum de alta velocidade com baixa aderência. A volta mais rápida pertence a Valtteri Bottas, que em 2021 registou 1 min 17,774 s ao volante de um Mercedes-AMG.
A altitude também condiciona o equilíbrio do carro em corrida: equipas e pilotos têm de acertar o compromisso entre velocidade de ponta e carga aerodinâmica, num contexto em que a estabilidade em travagem e tração pode variar bastante ao longo do fim de semana.
Outro fator a ter em conta é a gestão térmica: com características tão particulares, o controlo de temperaturas - tanto em componentes como nos pneus - pode tornar-se determinante para definir janelas de ataque e defesa, sobretudo em fases de maior tráfego.
Pneus Pirelli e estratégia
Para esta prova, a Pirelli volta a selecionar os compostos C2, C4 e C5, antecipando uma corrida onde a estratégia terá peso acrescido. A gestão dos pneus e o risco de degradação deverão ser decisivos na forma como as equipas constroem o resultado, tanto em termos de paragens como de ritmo em pista.
Horários do Grande Prémio do México (hora de Portugal)
Como é habitual, todas as sessões terão transmissão em direto através da F1 TV ou da DAZN, neste caso com comentários em português. Confira os horários:
24 de outubro (sexta-feira): - 19h30/20h30 - Primeira sessão de treinos livres; - 23h00/00h00 - Segunda sessão de treinos livres.
25 de outubro (sábado): - 18h30/19h30 - Terceira sessão de treinos livres; - 22h00/23h00 - Qualificação.
26 de outubro (domingo): - 20h00 - Corrida.
Entre o calor das bancadas e os tradicionais chapéus mexicanos, o som dos motores de Fórmula 1 faz-se sentir de forma distinta em grande altitude. O Grande Prémio do México preserva o espírito de festa que o tornou uma das etapas mais vibrantes de todo o calendário.
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