A Fórmula 1 poderá voltar ao Autódromo do Estoril dentro de cerca de três anos, caso avance o plano defendido por Nuno Piteira Lopes, atual vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais e candidato da Coligação Viva Cascais à liderança do município.
Plano para o Autódromo do Estoril: compra, gestão municipal e ambição de receber Fórmula 1 e MotoGP
A estratégia foi apresentada esta segunda-feira numa reunião entre Nuno Piteira Lopes e Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, encontro no qual o autarca expôs a visão que pretende para o Circuito do Estoril.
No centro da proposta está a intenção de Cascais avançar para a aquisição do Autódromo do Estoril e, a partir daí, criar condições para o regresso das duas principais categorias do motociclismo e automobilismo ao traçado: Fórmula 1 e MotoGP.
Segundo uma nota da Câmara Municipal de Cascais, citada pela Lusa, Nuno Piteira Lopes enquadra o objetivo num marco simbólico: em 2026 assinalam-se 30 anos desde a realização do Grande Prémio no Estoril. De acordo com a mesma fonte, a intenção passa por iniciar “uma nova etapa” do circuito, com a autarquia a assumir a gestão do equipamento.
Reunião com o Secretário de Estado e intervenções com parceiros privados
No comunicado, é ainda referido que a reunião com o Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços serviu para discutir pormenores associados à compra. O município garante estar totalmente disponível para executar as intervenções necessárias, admitindo, no entanto, que o processo poderá ser feito em conjunto com parceiros privados.
Estas intervenções tendem a envolver áreas críticas para competições internacionais, como modernização de infraestruturas, requisitos de segurança, acessos e capacidade de acolhimento. Um projeto desta natureza também exige articulação estreita com entidades do desporto motorizado e com os operadores responsáveis pela calendarização e licenciamento das provas.
Não é a primeira tentativa da Câmara Municipal de Cascais
A intenção de comprar o Autódromo do Estoril não é inédita. O circuito foi inaugurado em junho de 1972 e, em 2015, a Câmara Municipal de Cascais chegou a avançar com um processo de aquisição que rondava os 5 milhões de euros. Ainda assim, o negócio acabou por não produzir efeitos, depois de ter sido recusado pelo Tribunal de Contas.
Calendário apontado: MotoGP em 2027 e Fórmula 1 em 2028
A nova investida de Cascais aponta para um calendário concreto: primeiro garantir a compra e, depois, “atacar” o regresso das provas, com o MotoGP projetado para 2027 e a Fórmula 1 prevista para 2028.
Para além do impacto mediático, eventos deste nível costumam ter repercussões relevantes na hotelaria, restauração e serviços, sobretudo quando integrados numa estratégia de turismo desportivo. Ao mesmo tempo, é habitual surgirem debates locais sobre tráfego, ruído e medidas de mitigação, aspetos que tendem a ganhar peso quando o projeto entra em fase de execução.
Contexto nacional: Luís Montenegro falou na Fórmula 1 no Algarve
Esta declaração de intenções surge poucas semanas depois de Luís Montenegro, Primeiro-Ministro de Portugal, ter indicado - durante a Festa do Pontal - que o país estava perto de conseguir “formalizar o regresso da Fórmula 1 ao Algarve em 2027”.
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