A Suécia anunciou, pela 21.ª vez, um novo pacote de ajuda militar destinado a reforçar as Forças Armadas da Ucrânia, com um valor superior a 1,4 mil milhões de dólares. Segundo foi divulgado, o apoio deverá concentrar-se sobretudo em defesa aérea, sistemas não tripulados e capacidade de ataque de longo alcance. A informação foi confirmada a 19 de fevereiro pelo Ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, que apresentou os principais detalhes nas suas contas oficiais nas redes sociais.
Pacote de ajuda militar da Suécia para a Ucrânia: prioridades e verbas
De acordo com os elementos publicados, a maior fatia do investimento destina-se à aquisição de drones aéreos de longo alcance e drones navais, incluindo ainda projectos de inovação associados e fundos internacionais de aquisição. Para este eixo, Estocolmo prevê alocar mais de 620 milhões de dólares.
Em segundo lugar, a Suécia planeia disponibilizar mais 470 milhões de dólares para integrar sistemas de defesa aérea de curto alcance, sensores, componentes de guerra electrónica e elementos de comando. O objectivo é coordenar o emprego destes meios em redes de protecção de infra-estruturas civis.
Por fim, está prevista uma dotação adicional de 330 milhões de dólares para a compra de munições de artilharia de longo alcance, bem como para itens ligados à manutenção de plataformas anteriormente doadas.
A aposta em compras internacionais e em iniciativas de inovação é particularmente relevante porque tende a acelerar entregas, diversificar fornecedores e, em alguns casos, viabilizar adaptações técnicas para responder a necessidades identificadas no terreno. Ao mesmo tempo, reforça a capacidade de reposição e sustentação logística - um factor crítico quando diferentes tipos de equipamento entram em serviço de forma rápida.
Tridon Mk2: parceria Suécia–Dinamarca para reforçar a defesa aérea
Importa recordar que, no início deste mês, a Suécia já tinha anunciado uma parceria com a Dinamarca para viabilizar a doação de novos sistemas antiaéreos Tridon Mk2 à Ucrânia. Estes meios seriam empregues sobretudo para enfrentar vagas de ataques com drones russos dirigidos a infra-estruturas críticas.
Neste âmbito, Copenhaga contribuiu com mais de 300 milhões de coroas dinamarquesas, o que não se traduz apenas na entrega dos novos sistemas, mas também no fornecimento de munições e de vários tipos de peças sobresselentes, essenciais para os manter operacionais ao longo do tempo.
A protecção de infra-estruturas civis depende não só dos interceptores e dos radares, mas também da integração de sensores, ligações de dados e procedimentos de comando e controlo. Por isso, a combinação de sistemas, componentes electrónicos e capacidade de manutenção tende a ser determinante para assegurar uma defesa consistente e contínua.
Saab JAS 39 Gripen E, F-16 Fighting Falcon e Dassault Mirage 2000-5: treino e reforço da aviação
Além do apoio material, a Suécia também tem contribuído para o esforço ucraniano através do treino dos primeiros pilotos que poderão vir a operar uma frota relevante de até 150 caças Saab JAS 39 Gripen E que a Força Aérea Ucraniana pretende incorporar. Este reforço viria complementar as capacidades já representadas pelos F-16 Fighting Falcon de origem norte-americana e pelos Dassault Mirage 2000-5 de concepção francesa.
Tal como foi noticiado em dezembro, o primeiro grupo ucraniano encontra-se já em território sueco a treinar na variante mais avançada do aparelho, que se destaca tanto pelo vasto conjunto de armas ocidentais que pode empregar como pela capacidade de operar em condições austeras.
Possível integração do MBDA Meteor nos Gripen
Na mesma linha, deve referir-se que os ministérios da Defesa sueco e ucraniano também realizaram reuniões para definir a possibilidade de equipar os caças mencionados com mísseis ar-ar MBDA Meteor. De acordo com comunicações oficiais de Kyiv, trata-se de uma “ferramenta fundamental” para contrariar os meios aéreos mobilizados pela Rússia, os quais já colocaram uma pressão considerável sobre as defesas aéreas do país.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.
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