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A Força Aérea Portuguesa já recebeu seis Black Hawk renovados dos EUA para o combate a incêndios.

Helicóptero militar a apagar fogo num campo com dois outros helicópteros e árvores ao fundo.

A 21 de fevereiro, com a chegada do segundo helicóptero UH-60L, a Força Aérea Portuguesa (FAP) assinalou mais um passo relevante no reforço das capacidades nacionais de combate aos incêndios, através da integração de uma frota Black Hawk. Com este segundo “Lima”, que se junta aos quatro “Alfa” (UH-60A) já recebidos, a FAP passará, em breve, a contar com seis (6) aeronaves de um total de nove (9) adquiridas e remanufacturadas nos Estados Unidos.

Plano de Recuperação e Resiliência (PRR): a base da modernização do combate a incêndios

Com o objetivo de modernizar o dispositivo aéreo de combate a incêndios e, simultaneamente, substituir os antigos Ka-32 de origem russa - entretanto transferidos para a Ucrânia - o Ministério da Defesa e a Força Aérea Portuguesa impulsionam, desde 2018, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

No âmbito do PRR, a FAP tem avançado na aquisição e integração de helicópteros Black Hawk nos Estados Unidos, onde são alvo de remanufactura e actualizações, garantindo que ficam adequados ao exigente papel de combate aos incêndios florestais que, ciclicamente, afectam o país.

Inicialmente, o programa previa a compra de seis (6) aeronaves. Contudo, o seu âmbito foi alargado, ficando confirmada a aquisição de mais três (3) unidades, perfazendo uma frota de nove (9) Black Hawk: seis na versão Alfa (UH-60A) e três na versão Lima (UH-60L).

Mais quatro Black Hawk para missões médicas, transporte e evacuação

Para além desta frota destinada ao combate a incêndios, e conforme avançado em janeiro e posteriormente confirmado de forma oficial, o Ministério da Defesa e a Força Aérea Portuguesa iniciaram um novo processo de aquisição de mais quatro Black Hawk (sem indicação pública da versão). Estes meios destinam-se a evacuação aeromédica, transporte e movimentação de equipas e equipamento médico.

Com estas aquisições, a FAP deverá vir a operar, num horizonte próximo, um total de treze (13) aeronaves Black Hawk.

Esquadra 551 “Panteras” e Base Aérea n.º 8 de Ovar: integração operacional dos Black Hawk

A operação dos Black Hawk ficará enquadrada na orgânica da Esquadra 551 – “Panteras”, baseada na Base Aérea n.º 8 de Ovar, unidade que continua a progredir no processo de integração destas aeronaves.

A introdução de novos helicópteros implica também um esforço sustentado de formação de tripulações, harmonização de procedimentos operacionais e adaptação das rotinas de manutenção e logística. Estes aspectos são determinantes para garantir disponibilidade em períodos críticos e uma resposta consistente em missões prolongadas, típicas de cenários de incêndio florestal.

Paralelamente, a articulação com entidades civis de protecção e socorro beneficia quando há plataformas com capacidade multirole, permitindo planear de forma mais flexível missões de apoio às populações, transporte de equipas e evacuações sempre que necessário, para além do combate directo aos incêndios.

O UH-60L “29808”: recepção, transporte e próximos passos

O helicóptero recebido a 21 de fevereiro, identificado com o numeral “29808”, tinha sido formalmente recebido pela Força Aérea Portuguesa nos Estados Unidos no final de janeiro, depois de concluído o processo de aceitação provisória, etapa necessária para dar início à sua transferência para Portugal.

O transporte foi realizado com o apoio de um avião de carga KC-390 Millennium, que foi destacado para Huntsville, Alabama, a 19 de fevereiro, tendo a operação sido concluída com o regresso e chegada a Portugal a 21 de fevereiro.

Com a chegada ao país, o UH-60L entrará agora numa fase de ensaios de voo e avaliações técnicas para a formalização da aceitação final. Este aparelho junta-se ao primeiro “Lima”, recebido em outubro de 2025 com o numeral “29807”, e aos quatro UH-60A “Alfa” que vêm sendo entregues desde 2023.

Fotografias: Força Aérea de Portugal.

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