O Ministério da Defesa do Qatar informou, na segunda-feira, 2 de março, que a Força Aérea Emiri do Qatar (QEAF) abateu dois aviões de ataque Sukhoi Su-24 iranianos, no âmbito do terceiro dia de operações de combate associado ao conflito com a República Islâmica do Irão.
Ministério da Defesa do Qatar e Força Aérea Emiri do Qatar (QEAF): abate de Sukhoi Su-24, interceção de mísseis balísticos e drones
De acordo com o comunicado oficial, além dos dois Su-24, foram ainda intercetados sete mísseis balísticos através de sistemas de defesa aérea, bem como cinco drones que, segundo as autoridades, se dirigiam a várias zonas do país. O Ministério precisou que os drones foram neutralizados pela QEAF e pelas Forças Navais Emiri do Qatar, em coordenação com outras entidades competentes.
No mesmo texto, o Ministério sublinhou que “a ameaça foi enfrentada de imediato assim que detetada, em conformidade com o plano operacional, e todos os mísseis foram intercetados antes de atingirem os seus alvos”, referindo-se aos projéteis balísticos. Acrescentou ainda que as Forças Armadas do Qatar dispõem de “todas as capacidades e recursos para proteger a soberania e o território do Estado e para responder com firmeza a qualquer ameaça externa”, apelando à população para manter a calma e seguir exclusivamente informação divulgada por canais oficiais.
Incidentes registados em Mesaieed e na Ras Laffan Industrial City
Relativamente aos ataques registados ao longo do dia, o Ministério já tinha indicado anteriormente que dois drones atingiram uma central elétrica em Mesaieed e uma instalação energética na Ras Laffan Industrial City, embora, até ao momento, não tenham sido divulgadas avaliações oficiais de danos. As autoridades não esclareceram por que motivo os Sukhoi Su-24 iranianos se dirigiam para o espaço aéreo do Qatar, nem forneceram detalhes adicionais sobre a sua missão específica.
Meios de interceção e capacidades de defesa aérea
O comunicado não especificou quais os meios concretos utilizados para derrubar os Su-24, nem para intercetar os mísseis balísticos e os drones. No caso dos mísseis, foi mencionada explicitamente a utilização de sistemas de defesa aérea, ficando em aberto a hipótese de aeronaves de combate terem participado na interceção dos jatos iranianos.
Atualmente, a Força Aérea Emiri do Qatar (QEAF) opera caças F-15QA Ababil, Eurofighter Typhoons e Dassault Rafales, além de sistemas de mísseis superfície-ar como o Patriot e o NASAMS.
No contexto das operações recentes, foi igualmente noticiado que um RAF Typhoon FGR4, destacado no Qatar no âmbito do Esquadrão Conjunto Reino Unido–Qatar n.º 12 (No. 12 Squadron), abateu em 1 de março um drone iraniano que se dirigia para território qatari, numa ação separada mas relacionada com a escalada regional.
Numa perspetiva operacional, este tipo de resposta tende a assentar numa defesa em camadas, combinando vigilância, alerta e interceção com diferentes plataformas - desde caças a sistemas como o Patriot e o NASAMS - para lidar com ameaças de natureza distinta, como mísseis balísticos e aeronaves não tripuladas.
Em paralelo, em cenários de tensão prolongada, é habitual as autoridades reforçarem os procedimentos de comunicação pública e de proteção de infraestruturas críticas, como unidades energéticas e redes elétricas, procurando reduzir vulnerabilidades e limitar o impacto de eventuais ataques, ao mesmo tempo que orientam a população para seguir apenas fontes oficiais.
Imagens meramente ilustrativas.
Também poderá gostar: Por 1,96 mil milhões de dólares, os EUA autorizam a venda ao Qatar de novos drones MQ-9B SkyGuardian e armamento para as Forças Armadas do Qatar.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário