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Finlândia avança na formação da futura frota de 64 F-35A com a chegada do segundo caça furtivo à Base Aérea Ebbing

Piloto em uniforme caminha próximo a caça F-35 da Força Aérea da Finlândia numa pista de aeroportos ao entardecer.

A Força Aérea da Finlândia continua a dar passos concretos na constituição da sua futura frota de 64 aeronaves F-35A. Foi agora confirmado que o país já tem destacado o segundo caça furtivo F-35A na Base Aérea Ebbing, localizada no estado do Arkansas (EUA).

De acordo com a breve informação divulgada em canais oficiais, a aeronave em causa é o exemplar com a matrícula JF-502, que permanecerá em território norte-americano para apoiar a formação de pilotos finlandeses, em articulação com militares locais com maior experiência operacional na plataforma.

Segundo F-35A (JF-502) reforça o treino na Base Aérea Ebbing

Este desenvolvimento surge praticamente um mês após a chegada do primeiro F-35A finlandês à Base Aérea Ebbing, marco que representou o arranque formal do ciclo de qualificação de pilotos e técnicos da instituição.

Os planos actualmente em vigor apontam para que estas aeronaves se mantenham naquela localização por um período de dois anos, com o objectivo de permitir que, no final do processo, um grupo de 20 pilotos obtenha as certificações necessárias para operar uma plataforma de quinta geração.

Formação operacional com o 57.º Esquadrão de Caças da Força Aérea dos EUA

A unidade norte-americana responsável por ministrar a instrução aos aliados finlandeses será o 57.º Esquadrão de Caças da Força Aérea dos EUA, que já dispõe de experiência na formação de pilotos e técnicos destacados por clientes internacionais do programa F-35.

A instrução não ficará limitada à Base Aérea Ebbing. Está igualmente previsto que parte do percurso decorra na Base Aérea de Eglin, no estado da Florida, onde os militares deverão completar uma primeira fase assente em formação em sala de aula e simuladores antes de transitarem para a operação de uma aeronave real.

Modernização da Força Aérea da Finlândia: 64 F-35A para substituir os F/A-18 Hornet

Num plano mais abrangente, este esforço de treino integra-se no processo de modernização em curso na Força Aérea da Finlândia, cuja compra de 64 F-35A tem como finalidade substituir a frota envelhecida de F/A-18 Hornet actualmente ao serviço.

Segundo a folha de rota definida para a transição, a instituição pretende atingir a Capacidade Operacional Plena da plataforma até 2030, abrindo caminho ao abate faseado dos aviões a substituir. Para que esse objectivo se concretize, a Finlândia estima receber os seus primeiros F-35A em território nacional entre 2027 e 2028, integrando-os posteriormente na Ala Aérea da Carélia.

Interoperabilidade, prontidão e a lógica do treino no estrangeiro

A permanência inicial de aeronaves e pessoal nos EUA tende a acelerar a criação de uma massa crítica de tripulações qualificadas e de técnicos familiarizados com os procedimentos do F-35A, encurtando o tempo necessário para gerar prontidão quando os aparelhos começarem a chegar à Finlândia. Além disso, a formação em bases já consolidadas permite contacto directo com métodos de operação e rotinas de segurança alinhadas com padrões usados por outros utilizadores da plataforma.

Este tipo de trajecto também facilita a futura integração do F-35A em operações combinadas, uma vez que o treino com unidades norte-americanas promove a harmonização de práticas e reforça a interoperabilidade com aliados, particularmente relevante no contexto actual da segurança europeia e do flanco norte.

Declarações do ministro da Defesa finlandês sobre a OTAN e a participação industrial

Durante a cerimónia de recepção formal do primeiro exemplar nas instalações da Lockheed Martin, no Texas, o ministro da Defesa finlandês, Antti Häkkänen, sublinhou:

“A Finlândia é membro da OTAN e está empenhada em actuar como um fornecedor de defesa fiável no flanco norte (…) A Finlândia está a investir fortemente nas capacidades industriais nacionais através da participação industrial; acreditamos que o nosso investimento e uma indústria de defesa altamente qualificada podem beneficiar o programa F-35 não só a nível local, mas também a uma escala mais global.”

Créditos das imagens: Tech. Sgt. Patricia Teare – Master Sgt. Jessica Wilson

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