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O Rei Felipe VI assistiu ao projeto de transformação do Exército do Ar e do Espaço no BASCI 2026.

Homem de fato azul observa drones a voar numa pista de aeroporto militar com dois pilotos em uniforme verde.

A visita de Sua Majestade o Rei Felipe VI à Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, serviu para dar projeção institucional à primeira jornada de demonstração tecnológica Base Aérea Conectada, Sustentável e Inteligente (BACSI), uma iniciativa do Exército do Ar e do Espaço destinada a validar soluções capazes de modernizar o modo de funcionamento das suas bases.

Mais do que um ato protocolar, a sessão desta quarta‑feira, 18 de março, foi pensada para apresentar sistemas com potencial para melhorar a gestão operacional, a segurança, a manutenção, a conectividade e a sustentabilidade das infraestruturas aéreas militares.

Inspeção automatizada de pistas com drones e inteligência artificial (BACSI)

Entre os desenvolvimentos com maior impacto destacou‑se a utilização de drones para a inspeção automatizada de pistas, concebida para identificar objetos estranhos na pista ou na plataforma (FOD, pela sigla em inglês), fissuras e outras anomalias no pavimento através de análise de imagem com inteligência artificial. Numa base aérea, um corpo estranho na pista pode pôr em causa a segurança das operações ou provocar danos em motores e estruturas das aeronaves. Ao automatizar esta tarefa, não só se encurtam tempos de verificação como se obtém uma vigilância mais contínua, rastreável e precisa de uma infraestrutura crítica.

Automação no apoio em terra: reboque autónomo, sensores e centros de comando

No domínio do apoio em terra, a BACSI exibiu igualmente um veículo de reboque com guiamento autónomo e deteção inteligente de obstáculos, capaz de manobrar aeronaves na plataforma sob supervisão operacional. Este tipo de solução enquadra‑se numa visão de base em que parte das tarefas repetitivas e de menor valor acrescentado passa a ser apoiada por automação, libertando pessoal para funções mais exigentes.

Na mesma linha, foram apontados outros recursos previstos para um futuro próximo, incluindo sensores de segurança, ferramentas automáticas de supervisão e sistemas informáticos que agreguem dados relevantes nos centros de comando, facilitando decisões mais rápidas e uma coordenação mais eficiente.

Conectividade avançada: 5G aeronáutico e integração ar‑terra

Outro eixo da jornada centrou‑se na conectividade avançada, com particular destaque para ensaios de 5G aeronáutico e para a integração ar‑terra. Entre as demonstrações, sobressaiu um C‑101 modificado como plataforma de testes para comunicações 5G em voo, num esforço conjunto entre a Telefónica, a Airbus, a Indra e o Exército do Ar e do Espaço.

Mais do que um simples salto nas comunicações, este tipo de desenvolvimento aponta para uma arquitetura operacional em que aeronaves, sistemas terrestres e plataformas não tripuladas possam trocar informação em tempo real, reforçando a coordenação, a consciência situacional e a capacidade de operação distribuída.

Sistemas não tripulados: coordenação, integração na navegação e defesa contra drones

A componente de sistemas não tripulados teve também um papel próprio e relevante. A BACSI abordou o seu emprego na inspeção de pistas, a coordenação aérea entre drones e a sua integração na navegação - um dos desafios centrais para a expansão destes meios num ambiente operacional cada vez mais complexo.

A isto juntaram‑se tecnologias ligadas à vigilância robotizada e à neutralização de drones, evidenciando que as bases aéreas do futuro terão de estar preparadas tanto para incorporar sistemas não tripulados como para se defenderem deles.

Um aspeto adicional a considerar é o impacto destas capacidades nos procedimentos e na formação: a integração segura de drones exige regras claras de operação, coordenação com o controlo local e uma cultura de gestão de risco adaptada a meios autónomos e semiautónomos.

Sustentento e apoio logístico: fabrico aditivo e neurocapacetes

A jornada deu ainda relevo a tecnologias de sustento e apoio logístico, como o fabrico aditivo de peças, chamado a ganhar importância nas oficinas aeronáuticas para responder a obsolescências, necessidades urgentes de manutenção e produção descentralizada.

Além disso, foram apresentados desenvolvimentos como os neurocapacetes para pilotos, orientados para medir níveis de stress ou a capacidade de reação.

Em paralelo, a lógica de uma Base Aérea Conectada, Sustentável e Inteligente (BACSI) implica também olhar para a eficiência energética e a gestão inteligente de recursos: a combinação de monitorização, dados centralizados e manutenção preditiva tende a reduzir desperdícios, aumentar a disponibilidade de equipamentos e reforçar a resiliência global da base.

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