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Marinha dos EUA conclui a primeira Reparação Estrutural Planeada de Sustentação (PSSR) num F-16 “aggressor”

Dois técnicos em macacão azul inspecionam um caça F-16 numa oficina com ferramentas numa mesa ao lado.

A Marinha dos Estados Unidos anunciou, através de uma comunicação oficial publicada ontem, que terminou com sucesso a sua primeira Reparação Estrutural Planeada de Sustentação (PSSR) num dos seus F-16 usados como aeronaves “aggressor”. Este marco assinala um reforço significativo da capacidade da força para assegurar manutenção desta plataforma em contexto de oficina de nível depósito (depot), aumentando a prontidão operacional.

Segundo a informação divulgada, o trabalho foi executado pelo Gabinete do Programa de Aeronaves Adversárias e Especializadas (PMA-226) em conjunto com o Centro de Prontidão da Frota do Sudoeste (FRCSW), tendo a equipa conseguido cumprir o objectivo oito meses antes do calendário inicialmente previsto.

Colaboração entre PMA-226 e FRCSW acelera a capacidade de PSSR no F-16

Citando declarações oficiais, o capitão Jason Pettitt, gestor do programa no PMA-226, afirmou:

“Este é um grande feito para a Marinha. A colaboração estratégica entre o FRCSW e o PMA-226 para estabelecer capacidades de manutenção de nível depósito para o F-16 acelerou a prontidão do combatente. Ambas as equipas trabalharam incansavelmente para adquirir, formar e instalar o equipamento necessário para criar a capacidade de PSSR do F-16 em apenas 18 meses - um ritmo sem precedentes para a activação de uma linha de manutenção de depósito.”

Desafios: adaptação de dados técnicos, inventário e formação de pessoal

A Marinha indicou ainda que a execução deste trabalho exigiu cooperação com unidades da Força Aérea dos EUA, uma vez que foi necessário adaptar a documentação e os dados técnicos existentes da plataforma às condições específicas das instalações de manutenção da Marinha.

Ao longo do processo, surgiram também obstáculos na realização de inventários das peças necessárias, sobretudo no que diz respeito ao carregamento e integração de dados no sistema de abastecimento/logística da Marinha. Em paralelo, foi preciso acelerar a formação do pessoal para operar e intervir num novo tipo de aeronave, com requisitos e procedimentos próprios.

O que a PSSR permite melhorar na frota e as próximas evoluções (UHG)

As lições retiradas desta primeira intervenção deverão permitir avançar com trabalhos semelhantes no restante conjunto de caças F-16 da Marinha, ao mesmo tempo que se simplificam procedimentos para integrar novas funcionalidades, como o revestimento Uniform Have Glass (UHG). De acordo com a informação disponível, este revestimento poderá reduzir a quantidade de manutenção necessária na plataforma.

Este ponto ganha particular relevância por se tratar de uma intervenção com impacto directo na longevidade das aeronaves: esforços deste tipo podem prolongar a vida útil para além dos cinco anos de vida remanescente que os aviões tinham no momento da aquisição.

Além da componente técnica, o desenvolvimento de capacidade interna de PSSR contribui para uma maior autonomia industrial e logística da Marinha, reduzindo dependências e melhorando o planeamento de disponibilidade das aeronaves. Na prática, isto traduz-se em janelas de manutenção mais previsíveis e numa gestão de frota mais eficiente, sobretudo quando a missão exige uma elevada cadência de treino.

Prontidão operacional do F-16 “aggressor” no NAWDC e nas actividades TOPGUN

O trabalho abrangido pela PSSR é considerado determinante para assegurar a prontidão operacional da frota de F-16 no seu papel de aggressor, operado principalmente pelo Naval Aviation Warfighting Development Center (NAWDC) e por vários componentes da Reserva da Força Aérea.

Em termos práticos, trata-se de aeronaves usadas para simular ameaças inimigas no treino de pilotos e nas actividades associadas ao TOPGUN, permitindo reproduzir perfis, tácticas e cenários adversários com maior realismo.

A Marinha opera actualmente uma frota de F-16 composta por “dezenas de aeronaves”, que se espera continuarem nesta função durante décadas, substituindo os anteriores F-5 Tiger II e F/A-18 Hornet que desempenhavam a mesma missão. Paralelamente, a estabilização da cadeia de manutenção e a introdução de melhorias como o UHG deverão ajudar a manter um nível consistente de disponibilidade, essencial para ciclos de treino exigentes e para a evolução de tácticas e procedimentos.

Créditos da imagem: Michael A. Furlano – Marinha dos EUA

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