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Conheça o truque da Xiaomi para ficar à frente dos seus rivais

Carro desportivo elétrico azul Xiaomi YU7 com porta aberta em exposição interior.

A Xiaomi entrou no setor automóvel há cerca de um ano e, desde o primeiro momento, conseguiu gerar uma adesão acima do esperado. Após a estreia com o SU7, a marca apresentou no arranque deste verão o Xiaomi YU7 (o SUV da imagem em destaque), assumindo sem rodeios o Tesla Model Y como o objetivo direto a superar - e há motivos para isso.

Durante o seu discurso anual, Lei Jun, diretor-executivo da Xiaomi, explicou até que ponto a empresa levou a análise do rival: foram adquiridos três Model Y para um estudo minucioso. “Comprámos três Model Y no início deste ano, desmontámos tudo peça por peça e analisámos cada componente”, revelou.

Xiaomi YU7 e Tesla Model Y: análise ao pormenor e foco no habitáculo

Lei Jun não poupou elogios ao Model Y, classificando-o como um automóvel “realmente excecional”. De forma pouco habitual num lançamento deste tipo, chegou mesmo a sugerir que, caso alguém não escolhesse o YU7, o modelo da marca norte-americana poderia ser uma alternativa válida.

Ainda assim, o responsável reforçou que a equipa da Xiaomi dedicou atenção especial ao interior do Xiaomi YU7, em particular ao habitáculo, garantindo que este SUV chinês “não perde em nada para o Tesla Model Y” no que toca à conceção e à experiência a bordo.

A comparação, porém, não se ficou pelo aspeto do interior. Lei Jun destacou também a autonomia e o comportamento das baterias do YU7, defendendo que o SUV entrega um nível de prestações muito forte para o preço praticado. Na China, o valor de entrada é de 253 500 renminbi (cerca de 30 mil euros).

Recorde de encomendas

Em termos técnicos, o Xiaomi YU7 pode atingir 508 kW (691 cv) de potência máxima. Já a autonomia anunciada chega aos 835 km, embora em ciclo CLTC - um padrão mais otimista do que o WLTP utilizado na Europa.

A combinação entre especificações e preço ajudou a impulsionar a procura de forma imediata, com as encomendas a estabelecerem um novo recorde nas primeiras 24 horas. O número oficial não foi comunicado, mas, nas primeiras 18 horas, já teria ultrapassado as 240 mil unidades, de acordo com o Car News China.

Além do produto em si, este tipo de arranque revela outro fator decisivo no mercado chinês: a rapidez com que marcas com forte presença tecnológica conseguem transformar notoriedade em intenção de compra, sobretudo quando combinam software, funcionalidades conectadas e uma perceção de boa relação preço/equipamento.

Fica também por perceber como a Xiaomi irá transportar esta proposta para outros mercados, caso avance com expansão internacional: requisitos de homologação, adaptação a normas e ensaios (incluindo o WLTP) e o desenvolvimento de uma rede de assistência e pós-venda serão passos determinantes para sustentar volumes e manter a confiança dos consumidores.

No fundo, a abordagem da Xiaomi parece inequívoca: estudar os líderes do segmento, aprender com o que já funciona e, ao mesmo tempo, apresentar uma alternativa mais competitiva para conquistar clientes.

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