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Início dos voos de treino dos caças F-16AM/BM da Força Aérea Argentina no Área Material Río Cuarto

Caça F-16 estacionado numa pista com três técnicos e um piloto em uniforme militar.

Na manhã de 30 de março, e após uma fase de preparação intensiva, arrancaram no Área Material Río Cuarto os voos de treino dos F-16AM/BM da Força Aérea Argentina. Ao longo da semana anterior, decorreram trabalhos de prontidão operacional que incluíram ensaios em solo e taxiamento, realizados - conforme divulgado pela própria força - pelos F-16 monolugares com as matrículas “M-1020” e “M-1009”.

Primeiro descolamento desde a chegada em dezembro

Estes voos matinais representaram as primeiras missões aéreas das aeronaves desde a sua chegada em dezembro. Importa recordar que este primeiro lote de F-16, que efetuou o voo ferry a partir da Dinamarca, foi composto por quatro F-16BM biplaces e dois F-16AM.

Cronologia oficial no Área Material Río Cuarto (F-16BM biplaces)

De acordo com o que foi reportado pelo Ministério da Defesa, o início formal das atividades no Área Material Río Cuarto ocorreu às 09:28. Poucos minutos depois, às 09:31, registou-se a descolagem de dois F-16BM biplaces, identificados pelas matrículas “M-1007” e “M-1008”.

Um marco histórico e o objetivo do Programa Peace Condor

A execução deste tipo de voos pela primeira vez no país assinala um marco histórico para a Força Aérea Argentina. Ao longo do ano em curso, a prioridade passará por consolidar conhecimento e reforçar as capacidades humanas e materiais necessárias para operar este novo sistema de armas, definindo como meta futura do Programa Peace Condor atingir a Capacidade Operativa Inicial.

Formação, segurança e apoio técnico durante a fase inicial

Numa etapa de introdução de uma plataforma deste nível, é habitual que a sequência de atividades privilegie a padronização de procedimentos, a segurança de voo e a validação progressiva da manutenção, das rotinas de linha e das verificações pré e pós-voo. Este ciclo contribui para reduzir incertezas e acelerar a transição para um ritmo de operação sustentado.

Em paralelo, a maturação da capacidade depende também da criação de um ecossistema de suporte: planeamento de peças e ferramentas, organização de equipas, gestão de documentação técnica e integração com as necessidades do aeródromo e da infraestrutura local. Estes aspetos, apesar de menos visíveis do que os voos, são determinantes para transformar o treino inicial numa capacidade operacional consistente.

Pilotos argentinos com acompanhamento da Top Aces

Por fim, importa sublinhar que os voos foram efetuados por pessoal da Força Aérea Argentina, com o acompanhamento de pilotos da empresa Top Aces, entidade que está a ministrar os respetivos cursos e formações ao efetivo, no âmbito dos acordos estabelecidos com o Governo dos Estados Unidos.

Fotografias: Zona Militar.

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