À primeira impressão, esta Volvo 740 carrinha parece saída diretamente do final dos anos 80, discreta e familiar, semelhante a tantas outras que ainda se veem na estrada. Só que a aparência engana: por baixo da carroçaria, o que existe é, na prática, um Corvette.
De carrinha tranquila a “monstro”: a história da Volvette
A mistura pouco provável entre a Volvo 740 e componentes de um Chevrolet Corvette C5 acabou por inspirar a alcunha perfeita: Volvette. E se o visual continua relativamente pacato, a mecânica transformou-a numa carrinha de desempenho agressivo, muito longe de qualquer ideia de condução calma.
V8 LS1 e muito mais do que apenas potência
Sob o capô está um motor V8 LS1 com mais de 350 cavalos, proveniente de um Corvette C5. No entanto, a conversão não se limitou ao bloco: o conjunto mecânico foi transplantado com uma abrangência rara.
Com o motor vieram também:
- a caixa manual de seis velocidades
- a transmissão
- a suspensão
- os travões
- a direção
- o sistema de escape
- parte da estrutura interior
- e até o painel de instrumentos
Ou seja, praticamente tudo foi herdado do Corvette - faltava, essencialmente, uma carroçaria para “vestir” o projeto. A escolha recaiu na Volvo 740, o que traz vantagens claras em termos de espaço e versatilidade.
Mais espaço, mais utilidade: a Volvo 740 mantém o lado prático
Apesar do foco no desempenho, a carrinha não perdeu o que a torna útil no dia a dia. Na zona traseira do habitáculo, além de uma célula de segurança soldada ao restante conjunto, existe muito mais capacidade para bagagens e ainda dois lugares adicionais, úteis quando é preciso transportar mais passageiros.
Pensada para pista, homologada para estrada
Embora este projeto tenha sido concebido com a condução em pista em mente, esta Volvo 740 encontra-se legalizada para circular na via pública. Essa dupla personalidade - performance de desportivo com formato de carrinha - é precisamente o que torna a Volvette tão invulgar.
Além do impacto visual e do potencial dinâmico, uma conversão desta dimensão implica, naturalmente, atenção redobrada à manutenção e à compatibilidade entre componentes. A vantagem de basear o conjunto num Corvette C5 é a disponibilidade de peças e conhecimento técnico, o que tende a facilitar intervenções futuras quando comparado com projetos mais “artesanais” e menos padronizados.
Também em utilização real, a combinação de uma carroçaria discreta com uma mecânica de alto desempenho cria um efeito “lobo em pele de cordeiro” que poucos automóveis conseguem replicar. Para quem procura algo verdadeiramente diferente - sem abdicar de funcionalidade - esta fórmula explica por que razão a Volvette desperta tanta curiosidade.
Vendida no Bring a Trailer
A carrinha acaba de ser vendida através do portal da leiloeira Bring a Trailer, fechando mais um capítulo de um projeto que prova como uma Volvo 740 pode esconder, sem o denunciar à primeira vista, a alma completa de um Corvette C5.
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