As perspetivas para a próxima atualização semanal são inequívocas: o preço do gasóleo simples deverá aumentar 8 cêntimos por litro e o da gasolina simples 95 deverá subir 3 cêntimos por litro.
Este movimento já tinha sido antecipado no início da semana e ganha força com a escalada do conflito entre Israel e o Irão - um dos 10 maiores produtores de petróleo a nível mundial -, que voltou a pressionar as cotações internacionais. O preço do barril, que antes do primeiro ataque de Israel se situava nos 69 dólares, chegou ontem aos 78,8 dólares.
Evolução do preço dos combustíveis em Portugal: gasóleo simples e gasolina simples 95
A subida prevista deverá sentir-se nas bombas no início da próxima semana (23 de junho). Com estes aumentos, o preço médio do gasóleo simples poderá avançar para cerca de 1,616 €/l, enquanto a gasolina simples 95 deverá aproximar-se de 1,722 €/l.
Importa, no entanto, sublinhar que estes valores funcionam como referências médias e indicativas: não correspondem necessariamente ao preço final praticado em cada posto de abastecimento. Os revendedores têm margem para definirem os preços que considerarem adequados.
Como são calculados os valores de referência (DGEG)
A estimativa do preço dos combustíveis tem como base os dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os números relativos a quinta-feira, 19 de junho.
Os valores publicados pela DGEG já incorporam os descontos comerciais praticados pelas gasolineiras, bem como as medidas do Governo atualmente em vigor.
Como boa prática, vale a pena comparar preços entre postos da mesma zona, porque diferenças de alguns cêntimos por litro podem ter impacto relevante no total do abastecimento. Em semanas de maior volatilidade, acompanhar as atualizações regulares e planear o abastecimento (por exemplo, evitando encher o depósito em locais tipicamente mais caros) pode ajudar a reduzir o custo final.
Medidas do Governo em vigor (ISP e taxa de carbono)
Continuam a aplicar-se, desde 2022, as medidas do Governo destinadas a atenuar o aumento do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo sobre o ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos).
Apesar de o ISP ter subido este ano 3 cêntimos por litro, a descida do valor da taxa de carbono evitou alterações na carga fiscal global aplicada aos combustíveis.
Assim, a soma dos vários “descontos fiscais” traduz-se numa redução de 17,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 19,2 cêntimos por litro na gasolina.
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