Apesar de o termómetro continuar a apontar para valores mais elevados, o preço dos combustíveis voltou a aliviar no início desta semana.
Conforme as estimativas avançadas na sexta-feira, 25 de julho, tanto a gasolina simples como o gasóleo simples registaram pequenas reduções: menos 0,7 cêntimos por litro no caso da gasolina e menos 0,6 cêntimos por litro no gasóleo (fonte: Mais Gasolina).
Com esta atualização, nesta segunda-feira o preço médio do gasóleo simples passa a situar-se nos 1,591 €/l, enquanto a gasolina simples desce para 1,681 €/l.
Evolução do preço dos combustíveis nas principais gasolineiras (gasolina simples e gasóleo simples)
Entre as principais marcas, Galp, BP e Repsol reduziram o valor da gasolina simples em 1 cêntimo por litro.
Já no gasóleo simples, a descida foi aplicada de forma diferente: Galp e Repsol baixaram 1 cêntimo por litro, enquanto a BP optou por um corte de meio cêntimo por litro.
Como são apurados os valores médios (DGEG)
A referência usada para o apuramento do preço dos combustíveis continua a ser, como é habitual, a informação publicada pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados disponibilizados na sexta-feira, 25 de julho.
Importa sublinhar que os números divulgados pela DGEG já refletem os descontos praticados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, tratam-se de valores médios e indicativos, pelo que podem não coincidir com o preço efetivamente apresentado em cada posto de abastecimento.
Um detalhe relevante para quem procura poupar é que as diferenças entre postos (mesmo dentro da mesma marca) podem ser significativas, sobretudo quando existem campanhas locais, cartões de desconto ou parcerias. Comparar preços antes de abastecer - especialmente em abastecimentos completos - continua a ser uma forma simples de reduzir a despesa mensal.
Medidas do Governo em vigor: ISP e taxa de carbono
Mantêm-se ativas, desde 2022, as medidas do Governo destinadas a atenuar a subida do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo sobre o ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos).
Embora o ISP tenha aumentado este ano em 3 cêntimos por litro, a descida da taxa de carbono acabou por compensar essa alteração, não se verificando mudanças na carga fiscal global aplicada aos combustíveis.
Para o consumidor, isto significa que a variação final no preço pago no abastecimento depende não só das oscilações do mercado e das margens comerciais, mas também deste equilíbrio entre componentes fiscais - o que pode explicar porque, por vezes, pequenas alterações nos impostos não se traduzem imediatamente em mudanças proporcionais no preço na bomba.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário