Lançada em 2018, a segunda geração do Nissan Leaf já começa a ver a sua substituição aproximar-se e tudo aponta para uma mudança significativa face ao Leaf que tem sido conhecido até aqui.
Assente na plataforma CMF-EV - a mesma utilizada pelo Renault Mégane E-Tech Electric - o futuro modelo deverá ser apresentado em 2025 e, à semelhança do seu “primo francês”, deverá abandonar o formato tradicional para assumir uma carroçaria de crossover.
A informação foi avançada por Guillaume Cartier, presidente da Nissan para África, Médio Oriente, Índia, Europa e Oceânia. Em declarações à Autocar, o responsável confirmou também que o novo automóvel será produzido em Sunderland, na fábrica da Nissan, enquadrando-se num investimento de 1,17 mil milhões de euros na unidade britânica.
Esta alteração para o formato crossover não é apenas uma questão estética: corresponde à preferência crescente do mercado por modelos mais altos e versáteis, normalmente com melhor acessibilidade a bordo e uma posição de condução mais elevada. Ao mesmo tempo, a plataforma CMF-EV tende a permitir uma integração mais eficiente do conjunto de baterias, com impacto na rigidez estrutural e na habitabilidade.
Nissan Leaf (sucessor): um crossover em 2025 e produção em Sunderland
Ao confirmar que o sucessor do Nissan Leaf será um crossover, Cartier reforça a estratégia de eletrificação e de consolidação industrial na Europa. O facto de a produção ficar em Sunderland sugere uma aposta na competitividade local, com potencial para beneficiar de uma cadeia de abastecimento mais próxima e de escala para componentes associados à mobilidade elétrica.
Num contexto de transição energética, a evolução do Leaf para um crossover poderá também posicioná-lo de forma mais direta contra alternativas elétricas generalistas no segmento, onde a eficiência, os tempos de carregamento e a gestão térmica da bateria têm sido determinantes na decisão de compra.
Micra? Se surgir, será elétrico
Para lá do Leaf, Guillaume Cartier abordou igualmente o que se antevê para o Nissan Micra, confirmando o rumo já esperado: o sucessor do utilitário japonês será desenvolvido com base num modelo da Renault.
O objetivo passa por garantir que se trata de um produto rentável na gama Nissan, numa altura em que, em 2025, a marca pretende contar com cinco SUV/crossover eletrificados: Juke, Qashqai, Ariya e X-Trail.
No capítulo da mecânica, a orientação é inequívoca: o próximo Micra será exclusivamente elétrico. Esta decisão alinha-se com a posição previamente assumida pela Nissan, que já indicou não tencionar investir em motores de combustão para os adaptar às exigências da Euro 7.
Cartier voltou a sublinhar essa opção estratégica, explicando: “Estrategicamente, apostamos na eletrificação (…) Se investirmos no Euro 7, o custo aproximado é cerca de metade da margem de lucro por carro, perto de 2000 euros, que depois iríamos «passar» para o cliente. Por isso apostamos nos elétricos, sabendo que os custos vão diminuir”.”
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