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Estes são os carros que os portugueses andam a comprar

Carro elétrico branco moderno em exposição numa sala iluminada com grandes janelas.

Nos primeiros seis meses do ano foram matriculados em Portugal mais de 124 mil automóveis ligeiros de passageiros novos, um resultado que traduz um aumento de 6,5% face ao mesmo período do ano passado.

Ainda assim, estes dados levantam várias questões: quais foram as marcas que mais surpreenderam, quais ficaram aquém das expectativas e que modelos e motorizações conquistaram a preferência dos portugueses nesta primeira metade do ano?

No mais recente episódio do Auto Rádio, o podcast da Razão Automóvel com o apoio do Pisca Pisca, analisamos os números em detalhe e damos resposta a estas (e a outras) perguntas. Veja o episódio completo.

Mercado português em crescimento

Apesar do saldo global ser positivo, o início do ano esteve longe de ser entusiasmante. Janeiro e fevereiro trouxeram quebras nas vendas, deixando no ar sinais claros de cautela no setor.

Mesmo com esse arranque tremido, uma realidade manteve-se inabalável: a Peugeot voltou a liderar o mercado nacional durante seis meses consecutivos, com 13 151 unidades matriculadas, o que representa um crescimento de 13,7% quando comparado com o primeiro semestre de 2024.

E o domínio da “marca do leão” não se ficou pela tabela das marcas. O modelo mais vendido em Portugal até junho também é da fabricante francesa: o Peugeot 2008. Além disso, não foi o único Peugeot a surgir entre os mais procurados - no episódio, revelamos quais foram os restantes.

Para lá da marca gaulesa, houve outras a marcar pela diferença - tanto pela positiva como pela negativa - entre janeiro e junho. O Miguel Dias e o Diogo Teixeira passaram em revista o desempenho de várias marcas, com destaque para Mercedes-Benz e Citroën, e olharam também para a Tesla, que tem encontrado dificuldades em manter-se no top 10.

As marcas chinesas também estiveram em foco, em particular a BYD e a MG, que continuam a consolidar a sua presença e a ganhar expressão no mercado português.

Um ponto adicional que ajuda a explicar algumas oscilações ao longo do semestre prende-se com a forma como as marcas têm ajustado campanhas, prazos de entrega e versões disponíveis. Quando a oferta muda (ou atrasa), a procura reage - e isso nota-se rapidamente nas tabelas mensais.

Também vale a pena acompanhar a evolução do peso das vendas a empresas e frotas, que muitas vezes influenciam os picos de matrículas e podem alterar a fotografia do mercado, sobretudo em segmentos onde a escolha é mais sensível ao custo total de utilização.

Elétricos a crescer?

Enquanto, na Europa, a procura por elétricos não tem avançado ao ritmo desejado, em Portugal a história tem sido diferente. No primeiro semestre, os 100% elétricos foram a segunda motorização com maior crescimento, com um aumento superior a 30% face ao período homólogo.

Ainda assim, quem “leva a taça” são os híbridos (incluindo os mild-hybrid), que registaram um crescimento de mais de 62% no mesmo intervalo.

Já as motorizações exclusivamente a combustão continuam a ceder terreno. Mesmo assim, em termos absolutos, a gasolina mantém-se como a motorização mais vendida. No episódio, analisamos estes números e tendências com detalhe, incluindo uma previsão do que poderá acontecer até ao final do ano.

Houve ainda espaço para destacar alguns dos lançamentos mais relevantes do ano até agora, com especial atenção para o Mercedes-Benz CLA - um modelo que ainda não entra nas contas do mercado, embora as encomendas já estejam abertas.

Encontro marcado no Auto Rádio (Razão Automóvel) para a próxima semana

Razões não faltam para ver/ouvir o mais recente episódio do Auto Rádio, que regressa na próxima semana às plataformas do costume: YouTube, Apple Podcasts e Spotify.

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