No arranque deste ano, a Polícia Municipal do Porto passou a recorrer a um novo sistema de câmaras montadas em viaturas de patrulha, pensado para identificar situações de estacionamento abusivo de forma mais rápida e sistemática.
O impacto fez-se sentir de imediato: no primeiro semestre deste ano foram aplicadas 43 747 multas, quase o triplo das 17 475 registadas no mesmo período de 2024, de acordo com o Jornal de Notícias.
Uma fatia significativa desta subida está diretamente ligada à entrada em operação deste equipamento, atualmente instalado no tejadilho de duas viaturas da Polícia Municipal do Porto.
Com esta tecnologia, torna-se possível assinalar infrações de estacionamento sem que a patrulha tenha de imobilizar o carro. Só o sistema de câmaras explica um acréscimo de mais 26 272 contraordenações face ao ano passado.
As áreas onde o problema é mais recorrente concentram-se sobretudo no centro da cidade, em particular na baixa, e também em pontos de entrada e saída do Porto, com destaque para Asprela e a zona envolvente do Hospital de S. João.
Para além do efeito imediato na fiscalização, este tipo de solução tende a aumentar a rotatividade de lugares e a desobstruir faixas de rodagem e passeios, algo especialmente relevante em corredores com tráfego intenso e circulação frequente de transportes públicos e veículos de emergência.
Importa ainda notar que a intensificação da fiscalização costuma ser acompanhada por maior atenção dos condutores às regras de paragem e estacionamento, sobretudo nas zonas mais pressionadas. Quando esta mudança se consolida, pode traduzir-se numa redução gradual de comportamentos de risco e de bloqueios em pontos críticos.
Polícia Municipal do Porto: excesso de velocidade fiscalizado com radares móveis
Para lá das câmaras, entraram igualmente ao serviço dois radares móveis, que já permitiram detetar 4 308 infrações por excesso de velocidade.
Na primeira quinzena após a instalação dos radares, foram contabilizadas cerca de 90 infrações por dia. Entretanto, esse valor tem vindo a baixar para uma média diária de 24, sinal do referido “efeito dissuasor e pedagógico” associado às novas medidas.
“Não tenho a menor dúvida. As pessoas têm tido mais cuidado no que toca à velocidade”
- Comandante da Polícia Municipal, António Leitão da Silva
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário