A Polestar confirmou o local de fabrico do seu primeiro SUV compacto 100% elétrico, o Polestar 7. Embora a chegada ao mercado só esteja prevista para 2028, a marca já decidiu que o modelo será produzido na nova fábrica da Volvo em Košice, na Eslováquia.
Ao escolher a Eslováquia, a Polestar passa a ter o seu primeiro automóvel construído na Europa, uma mudança estratégica que pretende reduzir a atual dependência da China, onde hoje é montada a maior fatia da sua gama. Em paralelo, a decisão também procura limitar o impacto das tarifas aplicadas aos veículos elétricos de origem chinesa.
Atualmente, o fabricante sueco enfrenta uma taxa de 28,8% sobre os automóveis elétricos exportados da China para a Europa e uma taxa de 100% sobre os modelos enviados para os EUA.
A nova unidade industrial da Volvo na Eslováquia - cuja construção começou em 2023 - terá capacidade para 250 mil veículos por ano e beneficia de boas ligações logísticas, bem como de uma rede de fornecedores já consolidada na região. Esta será a terceira fábrica europeia da Volvo, juntando-se às de Torslanda (Suécia) e Gent (Bélgica).
Apesar disso, a Volvo Cars ainda não indicou oficialmente que modelo próprio irá também produzir nesta nova fábrica.
ADN europeu do Polestar 7 e produção em Košice
Para dar corpo ao projeto, a Polestar assinou um memorando de entendimento não vinculativo - ainda sujeito a negociação - com a Volvo Cars (também pertencente ao grupo Geely), com vista a uma parceria no desenvolvimento do novo modelo.
O Polestar 7 irá assentar numa plataforma do grupo chinês e integrar tecnologias da Volvo, incluindo a integração das células da bateria na carroçaria (solução em que a bateria passa a fazer parte estrutural do conjunto), baterias de nova geração com maior densidade energética e melhor desempenho, e novos motores elétricos desenvolvidos internamente.
Segundo Michael Lohscheller, diretor da Polestar, “a colaboração com a Volvo na Europa é uma oportunidade única que reforça a nossa posição no mercado de origem”. O responsável sublinhou ainda que, ao recorrer a arquiteturas do grupo, a marca consegue aceder “às melhores tecnologias de forma mais eficiente”. E concluiu que, com “um design distintivo e uma condução desportiva”, o Polestar 7 pretende estabelecer novos padrões no segmento dos SUV compactos de gama alta.
Um fator adicional a favor de Košice prende-se com a proximidade a um polo industrial automóvel já maduro na Europa Central, o que tende a facilitar o abastecimento de componentes, reduzir tempos de transporte e aumentar a resiliência da cadeia de fornecimento. Para uma marca com ambições globais, produzir dentro da União Europeia também pode simplificar processos de homologação e acelerar entregas em mercados-chave do continente.
Outra implicação relevante é a perceção do consumidor: para muitos compradores europeus, a produção local está associada a maior previsibilidade de prazos, menor exposição a alterações tarifárias e uma pegada logística potencialmente mais curta. Num segmento competitivo como o dos SUV compactos elétricos, estes detalhes podem pesar tanto quanto autonomia, potência e equipamento.
A partir de quanto?
Entre os rivais mais diretos do Polestar 7 estão propostas como o BMW iX1 e o Mercedes-Benz EQA. Mesmo faltando ainda vários anos para o lançamento, e tendo em conta o posicionamento de gama alta da concorrência, é expectável que este modelo se situe acima dos 50 mil euros.
Além desta aposta na produção europeia, a Polestar já fabrica o Polestar 3 nos EUA e prepara-se para exportar o Polestar 4 a partir da Coreia do Sul, onde o arranque da produção está previsto para ainda este ano.
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