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BYD vai lançar rede de carregadores ultrarrápidos na Europa

Carro elétrico branco estacionado numa sala de exposição, junto a uma estação de carregamento.

A BYD está a ultimar o lançamento, na Europa, de uma rede de carregadores ultrarrápidos com 1000 kW de potência. Para contextualizar, a IONITY disponibiliza atualmente postos até 400 kW e prevê colocar em operação, ainda este ano, os primeiros carregadores de 600 kW.

A novidade foi avançada por Stella Li, vice-presidente da BYD, numa conferência de imprensa em Bruxelas. Nas suas palavras, esta aposta “vai representar uma mudança de paradigma e reforçar a confiança do consumidor na condução elétrica”.

BYD na Europa: rede de carregadores ultrarrápidos de 1000 kW e crescimento nas vendas

Este investimento surge num momento em que a BYD procura consolidar a sua presença no mercado europeu, acompanhando uma trajetória de expansão consistente. De acordo com Stella Li, as vendas da marca no continente estão a crescer a um ritmo aproximado de 10% por mês.

Nos primeiros quatro meses de 2025, a BYD totalizou cerca de 42 mil unidades vendidas na Europa, um salto face às pouco mais de 10 mil registadas no mesmo período de 2024.

Até 470 km de autonomia em cinco minutos

A marca pretende replicar na Europa os postos de carregamento até 1000 kW que já apresentou na China, conhecidos como carregadores-relâmpago de megawatt. Dependendo da compatibilidade do veículo, estes equipamentos poderão permitir “repor” até 470 km de autonomia em apenas cinco minutos.

A meta é clara: aproximar o tempo de carregamento ao do reabastecimento de um automóvel a combustão e atacar um dos maiores entraves na decisão de compra - a ansiedade associada à autonomia.

A implementação da rede será feita em colaboração com empresas locais de infraestruturas, mas a BYD quer também levar esta solução para os seus próprios pontos de venda, garantindo uma presença física onde já capta potenciais clientes.

Para que os 1000 kW sejam realmente aproveitados, será determinante a conjugação entre veículo, bateria e gestão térmica, além de condições de fornecimento elétrico adequadas no local. Na prática, nem todos os automóveis conseguirão carregar a esta potência máxima, pelo que o desempenho real deverá variar consoante o modelo e o perfil de carregamento.

Outro ponto crítico será a experiência de utilização: cobertura geográfica, fiabilidade, métodos de pagamento e integração com aplicações e serviços de mobilidade. À medida que as redes europeias evoluem para potências mais elevadas, a interoperabilidade e a consistência do serviço tornam-se fatores tão relevantes quanto a potência anunciada.

Quando chega?

A BYD aponta para a implementação desta rede de carregamentos ao longo dos próximos 12 meses. O projeto deverá acompanhar o lançamento dos Han L e Tang L, os primeiros modelos assentes na Super e-Platform, arquitetura que viabiliza carregamentos de 1000 kW.

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