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Governo vai apoiar Autoeuropa para produzir o elétrico mais barato da VW

Carro elétrico Volkswagen branco estacionado em garagem moderna com grandes janelas de vidro.

A Declaração Conjunta de Intenções entre o Grupo Volkswagen e o governo português foi hoje formalizada na Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, preparando o caminho para a produção, em 2027, do elétrico mais acessível da marca - por enquanto identificado como ID.1.

No âmbito deste entendimento, ficou previsto um apoio público de 30 milhões de euros, montante que corresponde ao teto máximo de auxílio de Estado, de acordo com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

Na sua intervenção, o ministro salientou que “este investimento representa muito mais do que um investimento industrial”, defendendo que, ao longo de mais de três décadas, a Autoeuropa se afirmou como algo “mais do que um pilar da economia nacional”. Já Thomas Hegel Gunther, presidente da Autoeuropa, descreveu o momento como “verdadeiramente especial”.

A sessão contou também com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que destacou o peso histórico da unidade de Palmela. O chefe de Estado recordou que o investimento teve início no tempo de Cavaco Silva e sublinhou que foi sustentado por vários governos ao longo dos anos.

“Por uma vez houve uma estratégia nacional prosseguida ao longo de décadas.”
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa

Há mais novidades na Volkswagen Autoeuropa em Palmela

Além da assinatura da declaração, a cerimónia serviu para inaugurar a Prensa XL, resultado de um investimento de 52,8 milhões de euros, reforçando a capacidade industrial instalada na fábrica.

Foi igualmente marcado o arranque da construção da nova nave de pintura, um projeto com conclusão apontada a dezembro de 2027. O investimento nesta unidade, que incluirá também um novo forno elétrico, totaliza 270 milhões de euros.

Entretanto, a produção da segunda geração do Volkswagen T-Roc está prestes a avançar. O lançamento está planeado para o final deste ano, mas a apresentação do modelo deverá acontecer dentro de cerca de uma semana. Trata-se de um passo que volta a sublinhar o papel central da fábrica portuguesa na estratégia europeia do grupo alemão.

A preparação para acolher estes projetos implica, em paralelo, uma coordenação apertada com a rede de fornecedores e prestadores de serviços associada à unidade de Palmela, de forma a assegurar capacidade, prazos e qualidade alinhados com os novos ciclos de produção.

Ao mesmo tempo, a transição para soluções como o forno elétrico na nave de pintura reflete uma orientação industrial cada vez mais focada na eficiência energética e na modernização tecnológica, acompanhando a evolução da mobilidade elétrica que enquadra a chegada do ID.1.

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